29 de agosto de 2015

Vice assume cadeira de prefeita foragida no Maranhão

Amparada em um mandado de segurança, Malrinete Gralhada (PMDB), vice-prefeita do município de Bom Jardim, no interior do Maranhão, tomou posse nesta sexta-feira, 28, no cargo de prefeita – vago desde quinta, 20, quando a prefeita Lidiane Rocha (PP) fugiu da Operação Éden, da Polícia Federal.
A posse de Malrinete foi dada no Fórum de Bom Jardim pelo magistrado da 2.ª Vara da Comarca, Cristóvão Sousa Barros, que acolheu o mandado de segurança da vice – ela alegou que a cidade não poderia permanecer sem comando no Executivo.
A solenidade deveria ter ocorrido na sede do Legislativo municipal, mas o vereador que preside a Casa não foi localizado na cidade, a 275 quilômetros da capital e São Luís. A posse da vice pode devolver a normalidade administrativa à cidade, mas Bom Jardim continua envolta em um clima de tensão e angústia. A população quer saber o paradeiro de Lidiane.

Cowboy cuiabano sofre traumatismo craniano após queda na arena de Barretos

cauboi
Dois competidores da modalidade Bareback ficaram feridos na noite desta sexta-feira (28) enquanto disputavam a prova na arena da 60ª Festa do Peão de Barretos.
Ricardo Larroyed e Breno Rocha, ambos de Cuiabá (MT), sofreram quedas bruscas após vencerem os oito segundos em cima dos cavalos que montavam. Segundo o médico Salim Ali Ubaiz, responsável pelo atendimento, Larroyed sofreu traumatismo craniano e foi levado para a Santa Casa de Barretos. Rocha também foi encaminhado ao hospital com suspeita de fratura na bacia. Os dois estão conscientes.

Com final péssimo, Babilônia perde a chance de se redimir de erros

gloria pires
Três autores titulares e mais um time de sete colaboradores. Incrivelmente, ninguém percebeu que o último capítulo de Babilônia, uma das piores novelas das nove da Globo, seria também um dos piores capítulos da trama. Com ele, o folhetim perdeu a chance de se redimir de uma história fraca e repleta de irregularidades, aquela que seria a grande produção comemorativa dos 50 anos da Globo.
O jogo de gato e rato entre Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves) foi cansativo até o final. A empresária armou para que a advogada fosse incriminada por um crime que não cometeu, mas também foi presa pela morte de Carlos Alberto (Marcos Pasquim). Numa dessas coincidências folhetinescas, as duas acabam na mesma cela, onde brigam, mas fogem de lá juntas.
A cena final das vilãs, congelada da mesma maneira como termina o capítulo inicial de Babilônia, tinha tudo para ser icônica. Prestes a morrerem, elas se entreolham enquanto o carro em que estavam despenca de uma ribanceira. Mas faltou emoção ali. As duas, pelo contrário, protagonizaram uma sequência vergonhosa, cheio de gritos, na qual nenhuma fala nada com nada. Espanta, uma vez que os diálogos cortantes sempre foram um ponto alto da novela.
Questão importante deixada para o último capítulo, a revelação do assassino de Murilo (Bruno Gagliasso) também deixou muito a desejar. Com uma confissão rasa de Otávio (Herson Capri), o público descobriu a identidade do assassino, mas não viu a cena do crime ser reconstituída.
A parte mais crítica do final de Babilônia pareceu ser o recado dos autores a toda a caretice que a novela enfrentou. Aderbal (Marcos Palmeira) manda explodir uma igreja para sair como salvador e o seu discurso anti-gay continha uma cutucada ao desenrolar uma bandeira gay da bomba plantada: “Essa bandeira com o arco íris é o símbolo dos destruidores da família brasileira”.
As mudanças em Babilônia foram operadas justamente em nome da “família brasileira”. Consuelo (Arlette Salles), a matriarca hipócrita e conservadora da família Pimenta, acaba na política ao se tornar governadora do Rio de Janeiro. Um final digno para uma personagem importante da novela.
Houve espaço, ainda, para um beijo entre Estela (Nathalia Thimberg) e Tereza (Fernanda Montenegro), um selinho mais tímido do que aquele beijo que elas trocaram no início. Ivan (Marcelo Melo Jr) e Sergio (Claudio Lins) também deram uma bitoca. Babilônia já foi mais ousada.
De resto, apenas firulas de último capítulo: coadjuvantes fechando suas histórias,  personagens felizes, vilões punidos e o casal principal feliz. A audiência correspondeu ao vexame apresentado: pífios 32,2 pontos na prévia, pouquíssimo para uma trama das nove, a mais baixa de todos os tempos. Gilberto Braga já fez melhor.

Levantamento mostra que número de habitantes de pequenas cidades caiu

Um em cada quatro municípios brasileiros apresentou queda no número de habitantes de 2014 para 2015. São 1,364 mil cidades nessa condição — 24,5% do total. De acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (28/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira já chega a 204,450 milhões de pessoas. No ano passado, o número de habitantes era 202,768 milhões de habitantes.
Chamam a atenção os dados que apontam a concentração populacional em poucos municípios. Mais da metade dos brasileiros (114,6 milhões, ou 56%) vive em apenas 304 municípios, o que corresponde a 5,5% do total dos mais de 5,5 mil existentes. São essas as cidades que possuem, no mínimo, 100 mil habitantes. Três em cada dez brasileiros (61,2 milhões) vivem em locais com população igual ou superior a meio milhão de pessoas. Ao todo, 41 municípios apresentam essa característica no país.

Cunha diz que não dá para suportar mais aumento de tributos

cunhalista
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em viagem oficial a Nova York, onde participa de evento nas Nações Unidas (ONU), afirmou a jornalistas na noite desta sexta-feira( 28/8), que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 1,9% no segundo trimestre sinaliza que a economia brasileira deve se contrair ao menos 2,5% em 2015, retração que pode chegar a 3%. Em 2016, o parlamentar vê risco de a recessão continuar e o PIB encolher 1,5%.
“Estamos no meio de uma recessão que, se era real, passou a ser também técnica. O Brasil está em recessão e precisa fazer algo que não é aumentando imposto”, disse Cunha em rápida conversa com jornalistas antes de participar de um jantar oferecido pelo embaixador do Brasil na ONU, Antonio Patriota, em sua residência, na região nobre do Upper East Side, em Manhattan.

A cada minuto, quatro pessoas são demitidas no Brasil

desempregosSegundo levantamento da revista IstoÉ, em julho, 157 mil trabalhadores foram demitidos no Brasil, o pior resultado para o mês nos últimos 23 anos. Sob qualquer ângulo, trata-se de um dado assustador. Significa que, a cada minuto, quatro pessoas acabaram dispensadas. É como se toda a população de uma cidade como São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, perdesse o emprego.
De acordo com o IBGE, quase meio milhão de vagas – ou uma Florianópolis inteira – desapareceram nos sete primeiros meses do ano. 8,4 milhões de brasileiros – o equivalente à população da Suíça – estão desocupados e procuram a cada dia, em graus variados de desespero, novas oportunidades no mercado de trabalho. Se a economia continuar desabando, nos próximos meses será ainda mais difícil encontrar um lugar para dar expediente.
A alta do desemprego é uma tragédia anunciada. Desde o início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, praticamente todos os indicadores econômicos pioraram. A inflação disparou. O consumo caiu. Os impostos subiram. O PIB encolheu. Sem ter para onde correr, as empresas recorreram à medida mais doída: as demissões em massa. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), a taxa de desemprego no Brasil é de 8,3%. No ritmo descendente da atividade econômica, alguns especialistas projetam um índice de dois dígitos até o final do ano. Para um país emergente como o Brasil, desemprego na casa dos 10% é uma enormidade.

Mais de 4 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra poliomielite

763-dos-mineiros-ja-estao-vacinados-contra-a-poliomielite-750x360Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 4 milhões de crianças ainda não receberam a vacina contra a poliomielite. A campanha de imunização, que termina na próxima segunda-feira (31), pretende alcançar 12 milhões de crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos, o que representa 95% do grupo dessa faixa etária.
O levantamento, divulgado hoje (28), foi feito até a última quinta-feira, quando 7,8 milhões de crianças tinham sido imunizadas. Os dados também mostram que os estados com maior cobertura vacinal são Santa Catarina, São Paulo, Paraíba e Paraná, todos com índice acima de 70%. Segundo o Ministério da Saúde, o Distrito Federal está com a menor cobertura (36%), seguido dos estados de Roraima (43,9%), Rondônia (44,7%) e Pará (44,8%).
O Ministério da Saúde alerta que a vacina é a única forma de prevenção contra a paralisia infantil. Embora o Brasil não tenha casos da doença há 26 anos, a Organização Mundial da Saúde recomenda a imunização, já que nove países registraram casos da doença nos últimos dois anos.

Dilma leva cantada de militante em Fortaleza

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta sexta-feira, 28, uma cantada durante o evento Dialoga Brasil, realizado em Fortaleza (CE). No evento, Dilma ouvia propostas apresentadas por pessoas da sociedade civil que compareceram ao Centro de Eventos do Ceará, onde acontece a edição do Dialoga Brasil.
Antonio Carlos Fernandes, que estava na plateia, foi sorteado para apresentar sua proposta que consistia em aumentar o número de vagas de médicos e enfermeiros no interior do Estado. Logo em seguida, ele pediu licença e quebrou o protocolo:
“Presidente, a senhora é da minha idade. Uma pena que não nos encontramos na nossa juventude”, afirmou ele, pouco depois de ter também elogiado a beleza da apresentadora do programa Dialoga Brasil. A cantada gerou gargalhadas na plateia presente no centro de eventos. Sorrindo, Dilma levantou o braço e agradeceu Antonio Carlos Fernandes.

União deve ficar com mais de 90% da nova CPMF

bolo chocolateO Globo informa nesta sexta-feira que a proposta de recriação da CPMF, que está em estudo no governo e deve ser enviada ao Congresso no início da próxima semana, prevê que mais de 90% da arrecadação do novo tributo fiquem nas mãos da União. Segundo técnicos da equipe econômica, o projeto deve fixar a alíquota em 0,38%. Deste total, 0,35% iriam para o governo federal, 0,02% para estados e 0,01% para municípios.
Segundo o jornal, as projeções do governo indicam que a arrecadação anual do tributo chegará a pelo menos R$ 80 bilhões. Deste total, R$ 73 bilhões ficariam com a União, R$ 4,2 bilhões com os governadores e R$ 2,1 bilhões com os prefeitos.

Construção civil deve perder meio milhão de empregos este ano

construcao-civil“Morte anunciada”. É como José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), avalia o resultado do setor, que encolheu 8,2% no segundo trimestre. Ele não vislumbra qualquer perspectiva de melhora, a menos que o governo federal faça ajustes em gastos públicos.
Para ele, a sociedade brasileira está pagando toda a conta da crise. Martins alerta que obras de metrô, rodovias e hospitais estão deixando de ser feitas por falta de verbas, pois todos os recursos estão sendo gastos com aumentos da folha de pagamento do governo e de gastos públicos.
“A previsão é de menos 500 mil empregos na construção civil este ano. Estamos falando de cerca de dois milhões de pessoas impactadas. É um desastre. Há obras com pagamentos atrasados, com diminuição no ritmo”, destaca o presidente da CBIC a’O Globo. “Agora, querem recriar a CPMF. Mas as pessoas estão sem dinheiro para comer. Como vão pagar mais impostos?”.

Desfile de 7 de setembro custará R$ 830 mil

Com expectativa de público em torno de 30 mil pessoas em Brasília, a tradicional festa de 7 de setembro custará R$ 830 mil aos cofres públicos. O valor é menor do que os R$ 1,2 milhão pagos para a celebração no ano passado. A empresa contrata para realizar os preparativos e organização do evento é a M.M Faleiros Montagens e Eventos Ltda.
A expectativa é de que fossem gastos R$ 2,1 milhões pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), responsável pelo evento. Além do desfile em si, a prestação dos serviços de organização e montagem de eventos também inclui as comemorações da Semana da Pátria.
“O evento, sob a responsabilidade da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, tem por objetivo comemorar a Semana Cívica, incentivando a participação do cidadão e da sociedade, por meio de atividades que valorizem o civismo, visto que 7 de Setembro é a mais representativa data cívica comemorada no país”, justifica a Secom no edital da licitação.

Época: Documentos mostram como Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba

No dia 31 de maio de 2011, meses após deixar o Palácio do Planalto, o petista Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Cuba pela primeira vez como ex-presidente, ao lado de José Dirceu. O presidente Raúl Castro, autoridade máxima da ditadura cubana desde que seu irmão Fidel vergara-se à velhice, recebeu Lula efusivamente. O ex-presidente estava entre companheiros. Em seus dois mandatos, Lula, com ajuda de Dirceu, fizera de tudo para aproximar o Brasil de Cuba – um esforço diplomático e, sobretudo, comercial. Com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o Brasil passara a investir centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Um mês antes da visita, Lula começara a receber dinheiro da empreiteira para dar palestras – e apenas palestras, segundo mantém até hoje.
Naquele dia, porém, Lula pousava em Havana não somente como ex-presidente. Pousava como lobista informal da Odebrecht. Pousava como o único homem que detinha aquilo que a empreiteira brasileira mais precisava naquele momento: acesso privilegiado tanto ao governo de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, quanto no governo dos irmãos Castro. Somente o uso desse acesso poderia assegurar os lucrativos negócios da Odebrecht em Cuba. Para que o dinheiro do BNDES continuasse irrigando as obras da empreiteira, era preciso mover as canetas certas no Brasil e em Cuba.
A visita de Lula aos irmãos Castro, naquele dia 31 de maio de 2011, é de conhecimento público. O que eles conversaram, não – e, se dependesse do governo de Dilma Rousseff, permaneceria em sigilo até 2029. Nas últimas semanas, contudo, ÉPOCA investigou os bastidores da atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, o país em que a empreiteira faturou US$ 898 milhões, o correspondente a 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba.
A reportagem obteve telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas acompanhavam boa parte das conversas reservadas do ex-presidente em Havana, e documentos confidenciais do governo brasileiro, em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES às obras da Odebrecht em Cuba. A papelada, e entrevistas reservadas com fontes envolvidas, confirma que, sim, Lula intermediou negócios para a Odebrecht em Cuba. E demonstra, em detalhes, como Lula fez isso: usava até o nome da presidente Dilma. Chegava a discutir, em reuniões com executivos da Odebrecht e Raúl Castro, minúcias dos projetos da empreiteira em Cuba, como os tipos de garantia que poderiam ser aceitas pelo BNDES para investir nas obras.
Parte expressiva dos documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA foi classificada como secreta pelo governo Dilma. Isso significa que só viriam a público em 15 anos. A maioria deles, porém, foi entregue ao Ministério Público Federal, em inquéritos em que se apuram irregularidades nos financiamentos do BNDES às obras em Mariel. Num outro inquérito, revelado por ÉPOCA em abril, Lula é investigado pelos procuradores pela suspeita de ter praticado o crime de tráfico de influência internacional (Artigos 332 e 337 do Código Penal), ao usar seu prestígio para unir BNDES, governos amigos na América Latina e na África e projetos de interesse da Odebrecht.
Sempre que Lula se encontrava com um presidente amigo, a Odebrecht obtinha mais dinheiro do BNDES para obras contratadas pelo governo visitado pelo petista. O MPF investiga se a sincronia de pagamentos é coincidência – ou obra da influência de Lula. Na ocasião, por meio do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente negou que suas viagens fossem lobby em favor da Odebrecht e que prestasse consultoria à empresa. Segundo Lula, suas palestras tinham como objetivo “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”.

Prazo para pré-selecionados concluírem inscrição no Fies é adiado

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até o dia 1º de setembro o prazo para que os estudantes pré-selecionados para obter o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) façam a inscrição no Sistema Informatizado do Fies (SisFies), na internet. O prazo terminaria no último dia 25.
Os estudantes que estão na lista de espera serão chamados para se inscrever somente após o encerramento do novo prazo. Eles vão receber aviso por e-mail. A partir do recebimento, terão dez dias para fazer a inscrição. Independentemente do aviso, o estudante deve conferir o boletim de acompanhamento, no sistema Fies Seleção.