25 de outubro de 2015

Estado integrará força-tarefa na retirada de garimpeiros no Oeste


Mesmo com decisão da Justiça Federal de determinar a desocupação do garimpo ilegal de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste da Capital), aproximadamente mil pessoas permanecem no local, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

O secretário executivo de Segurança, Fábio Galindo, está à frente das ações da força-tarefa do Estado, que unirá esforços com as forças nacionais para realizar a retirada dos garimpeiros.

Na sexta-feira (23), ele participou de uma reunião com o governador Pedro Taques (PSDB), com o prefeito do município, representantes da Justiça e outros representantes de Segurança.

Apesar de ainda haver pessoas no local, Galindo assegurou que a quantidade de garimpeiros presentes na região foi reduzida, após a determinação judicial.

Promotor de Justiça José Rodrigues da Silva Neto morre em acidente de carro na MT - 070

O promotor de Justiça José Rodrigues da Silva, que 
morreu em acidente ocorrido neste domingo (25)

O promotor de Justiça José Rodrigues da Silva Neto, de 34 anos, morreu, neste domingo (25), após acidente ocorrido na BR-070, no sentido Barra do Garças.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, segundo apurado, a caminhonete do promotor, uma Toyota Hilux, teria derrapado no asfalto molhado e colidido com uma carreta que trafegava na pista contrária.

O promotor atuava em Poconé, mas havia sido transferido para a Comarca de Nova Xavantina (651 km de Cuiabá).

 Ele estava retornando para Nova Xavantina após participar de um curso na sexta-feira (23) e no sábado (24), na Capital.

José Rodrigues da Silva é natural de São José do Rio Preto (SP) e ingressou no Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE-MT) no final de 2012.

Violência contra a mulher é tema da redação do Enem 2015

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no perfil da instituição no Twitter. Hoje (25) é o segundo dia de prova do exame e também o mais temido por muitos candidatos, justamente pela elaboração da redação. Os portões para entrar nos locais de prova fecharam às 13h, no horário de Brasília, e as provas terão duração de cinco horas e 30 minutos. Os candidatos precisarão responder a 45 questões de linguagens e códigos, 45 de matemática e produzir uma redação.
Alguns cuidados devem ser tomados pelo estudante hoje à tarde. As redações com sete linhas ou menos receberão nota zero. Também terão a nota da redação zerada os candidatos que deixarem a folha em branco, fugirem do tema proposto ou fizerem qualquer brincadeira ou deboche. A estrutura deve ser dissertativo-argumentativa, ou seja, os candidatos devem expor argumentos relacionados ao tema da redação, elaborando-os de forma consistente e coerente. A proposta de redação do Enem sempre vem acompanhada de textos que podem servir de motivação para que os candidatos elaborem seus próprios textos. No entanto, o estudante não deve se restringir às ideias ali apresentadas, copiar trechos ou torná-los parte de sua argumentação. Tais procedimentos podem fazer com que o candidato perca pontos na avaliação de competências.

Governo ainda não teve grande teste de fidelidade da base aliada após reforma

Brasília O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante sessão plenária para apreciar e votar projetos (Valter Campanato/Agência Brasil)Embora o governo considere que tenha garantido votações importantes no Congresso nos últimos dias, o Palácio do Planalto ainda não conseguiu testar sua base aliada após a reforma ministerial feita há três semanas. Integrantes do governo avaliam que o trabalho na articulação política terá resultados a médio prazo, e que um dos desafios será “trocar a roda com o carro andando”.
Para um interlocutor do Palácio do Planalto que acompanha as discussões com o Congresso Nacional, a Câmara e o Senado ainda não passaram por uma votação que comprove que os partidos da coalizão do governo estão de fato realinhados. Os projetos que estão em pauta para as próximas semanas serão os verdadeiros testes. O cenário complicado na política e na economia contribui para a falta de clareza sobre a fidelidade da base.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também avalia que o governo ainda não tem condições de avaliar se a base está realmente reunificada. “Eu acho que o governo não enfrentou um teste para saber se a sua base está bem formada. O governo tem dificuldade de base e todos sabemos disso.

Morte de Vladimir Herzog completa 40 anos neste domingo

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A morte do jornalista Vladimir Herzog completa 40 anos neste domingo (25). Ele era diretor do telejornal “Hora da Notícia”, veiculado pela TV Cultura de São Paulo. Segundo foi reconhecido depois, Vlado foi morto sob tortura pelos militares após ser detido nas dependências do Destacamento de Operação de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOPS/SP) . Ele deixou viúva a esposa Clarice, com os dois filhos do casal, Ivo, na época com 9 anos, e André, com 7.
A comoção causada pela morte do jornalista reaglutinou diversos setores da sociedade e provocou a primeira reação popular contra os excessos do regime militar. Por esse motivo, a data de morte foi escolhida para celebrar a democracia no país, sendo considerada o “Dia da Democracia”.
Um marco desse processo foi o ato ecumêmico realizado na Catedral da Sé. Realizado cerca de uma semana após a morte de Herzog, o ato, que teve a presença do rabino Henry Sobel e do arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, reuniu milhares de pessoas para homenagear o jornalista, em um protesto silencioso contra o regime.
Divulgada como suicídio em comunicado do II Exército na época, com a utilização de uma foto forjada, a versão das circustância em que Valdo morreu – também mantida pelo Inquérito Policial Militar (IPM) realizado naquele ano – foi desmontada ao longo dos anos. Com uma ação declaratória realizada no ano seguinte, Clarice Herzog conseguiu, em outubro de 1978, a condenação da União pela prisão arbitrária, tortura e morte de Vladimir.

Dinheiro no exterior pagou curso de inglês da enteada de Cunha

Uma das contas secretas atribuídas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), foi usada para bancar despesas de uma enteada do peemedebista, Ghabriela Amorim, filha da jornalista Cláudia Cruz, atual mulher do deputado. A informação consta de extratos bancários remetidos pela Suíça ao Brasil e que embasam novo inquérito contra o deputado, em curso no Supremo Tribunal Federal.
Conforme os demonstrativos, US$ 52,4 mil foram transferidos da conta Kopec – aberta no Banco Julius Baer e que teria Cláudia Cruz como beneficiária final – para uma conta atribuída a Ghabriela no banco inglês Lloyds TSB. Os repasses foram feitos entre 29 de agosto de 2008 e 7 de abril de 2009, mesmo período em que ela estudou na Malvern School, escola de inglês no interior da Inglaterra. Numa rede social, a própria Ghabriela informa ter feito curso na instituição no período dos depósitos. Da conta de Cláudia também saíram US$ 8,4 mil para a Malvern, em 14 de maio de 2008.
O Estadão identificou nos extratos pelo menos três transferências para a enteada de Cunha, identificados como “nosso pagamento enviado para Ghabriela Amorim”. O primeiro, de 8,9 mil libras, foi feito em 29 de agosto de 2008. Os outros foram de US$ 14,3 mil, em 6 de janeiro de 2009, e de US$ 14,9 mil de 7 de abril do mesmo ano.

Em crise, PT perdeu 11% dos prefeitos que elegeu em 2012

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Vivendo a mais grave crise de sua história, com o desgaste da presidente Dilma Rousseff, problemas econômicos e as acusações de corrupção apuradas na Lava Jato, o PT já perdeu 11% dos prefeitos que elegeu em 2012. Dos 619 petistas vencedores das últimas eleições municipais em todo o país, 69 haviam deixado a legenda até este mês, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O movimento é mais forte em SP, onde o partido perdeu 20 de 73 prefeitos. No Nordeste, viu a saída do único prefeito de capital que tinha (Luciano Cartaxo, de João Pessoa). Em agosto, quando 14 prefeitos anunciaram que deixariam a sigla, o presidente do PT em São Paulo, Emídio de Souza, disse que o número era pouco representativo e culpou o assédio do PSB e do PSD pelas baixas. A Folha mostrou à direção do PT­SP a lista atualizada com todas as baixas de prefeitos no Estado, mas não houve resposta até a conclusão desta edição.
Muitos dos que estão trocando de legenda serão candidatos à reeleição no ano que vem. A movimentação é um indicativo das dificuldades que a sigla deverá enfrentar. Até o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, estrela da sigla, cogita sair. Na sexta (23), pessoas próximas relataram à Folha que ele faz um movimento “incipiente” para se aproximar da Rede; no sábado (24), em sabatina na rádio CBN, ele negou a articulação e a chance de deixar o PT.

Oposição acha que impeachment não é tão fácil assim

Eles não desistiram, mas dirigentes da oposição perceberam que o impeachment é mais complexo do que imaginavam. Dizem que a rede de proteção social dá folego à presidente Dilma junto às classes C, D e E. Mas preveem que, em 6 meses, todos sentirão a crise. Acrescentam que tudo pode mudar, a qualquer hora, se forem revelados fatos novos no escândalo da Petrobras e, no caso, de solavancos na economia. A avaliação é de Ilimar Franco, na sua coluna do jornal O Globo.
Os deputados do PSDB precisaram correr para imprimir uma segunda versão do voto em separado que apresentaram na CPI da Petrobras. Na versão original, estava impresso o nome do líder Carlos Sampaio. Mas ele desistiu de assinar ao constatar que os tucanos também pediam a abertura de inquérito cível contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A segunda versão teve que ser feita sem o nome e a assinatura do líder da sigla. Sampaio é o principal interlocutor da oposição com Eduardo Cunha. Para o pedido de impeachment andar, a oposição depende da posição que o presidente da Câmara adotar.

PT criou uma máquina de corrupção para financiar seu projeto de poder, diz presidente de CPI

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Após o fim melancólico da CPI da Petrobras, encerrada nesta semana depois de poupar todos os políticos e parlamentares envolvidos no propinoduto que sangrou a estatal, deve ganhar os holofotes na Câmara dos Deputados outra comissão de inquérito com potencial avassalador para o governo e o PT. Ainda despercebida, a CPI dos Fundos de Pensão se debruça, há dois meses, sobre contratos com indícios de também terem sofrido influência de figuras petistas já conhecidas do noticiário policial, como o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, ambos presos na Operação Lava Jato.
De acordo com o presidente da CPI, o deputado Efraim Filho (DEM-PB), já está constatado que o mesmo modus operandi usado nos escândalos do mensalão e do petrolão foi repetido nos recursos destinados a aposentados e pensionistas. “O que a gente identifica é que há uma máquina de corrupção do PT para financiar um projeto de poder”, afirma o parlamentar à Veja. O foco da comissão, nos próximos dias, será conseguir aprovar a convocação do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, suspeito de articular o pagamento de propina à nora do petista com recursos da Sete Brasil, empresa ligada à Petrobras.