26 de novembro de 2015

Oposição espera abertura de processo de cassação de Delcídio pela Mesa do Senado

gruposA decisão do plenário do Senado de manter a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) pode ser o primeiro passo para que o parlamentar perca o mandato. Logo após a votação, em que 59 senadores optaram por não relaxar a prisão, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), disse esperar que a própria Mesa Diretora do Senado determine, de ofício, a abertura de processo contra Delcídio no Conselho de Ética.
“A decisão do Supremo foi mantida e vamos acompanhar os desdobramentos dela no Senado em relação à Comissão de Ética. Afinal de contas, teremos um senador preso e que terá seu mandato avaliado”, afirmou o líder. “Acho que, de ofício, a própria Mesa tratará desse assunto. Porque, se não o fizer, os partidos poderão assim proceder. Mas é incompatível o exercício do mandato de um parlamentar com a permanência em cárcere. É um momento doloroso, difícil, mas está se cumprindo a Constituição, está se fortalecendo a República e a democracia”, completou Cássio Cunha Lima.

Ganhador de Brasília leva prêmio de R$ 205 milhões

megaUma aposta do Distrito Federal faturou o concurso 1.764 da Mega-Sena e embolsará R$ 205.329.753,89. Os números foram sorteados na noite desta quarta-feira (25). Confira se foi você que ficou milionário: 06 – 07 – 29 – 39 – 41 – 55
As 401 apostas que acertaram a quina levam R$ 58.622,54 cada uma. Já as 33.850 que fizeram a quadra vão embolsar R$ 992,09 cada. Segundo a Caixa, se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo apenas na poupança, receberá cerca de R$ 1,4 milhão por mês em rendimentos.

Procurador da Lava Jato critica foro privilegiado; 22 mil pessoas são beneficiadas

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O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, disse ontem (25), no Rio de Janeiro, que o mecanismo do foro privilegiado – direito ao julgamento por um tribunal e não por juiz de primeira instância – deveria ser restrito a 15 autoridades no país, como os presidentes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, mas, hoje, 22 mil autoridades tem esse direito, o que dificulta investigações criminais.
Deputados e senadores que respondem a processos têm direito ao foro privilegiado e por isso devem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos crimes comuns, de acordo como artigo 102 da Constituição, assim como o presidente e o vice- presidente da República, ministros de Estado e o procurador-geral da República.
“A ideia do foro privilegiado é que você tenha uma estabilização em relação às pessoas que são mais importantes para a estabilidade do país”, afirmou o procurador, durante evento da Fundação Getulio Vargas (FGV), na cidade. Segundo ele, em outros países, pessoas com esse direito são poucas. “Talvez, dezenas, jamais centenas, muito menos milhares. No Brasil, poderia se restringir aos presidentes do três poderes e algumas pessoas mais”, sugeriu.

Após prisão de senador, PT trata de blindar o governo

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), reagiu em relação à prisão de Delcídio. Desse que não há“qualquer tipo de envolvimento ou participação do governo” nos fatos que levaram o líder do governo na Casa à prisão. “É importante registrar que não há, em nada que foi dito até agora, qualquer tipo de envolvimento ou participação do governo. Isso é importante dizer”, afirmou, para acrescentar: Não há nenhum fato patrocinado pelo Governo. De tudo que foi dito até agora, são questões que correm totalmente ao largo do governo”, afirmou.

Alô, Lula?! Tem um amigo querendo falar com você

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Gravação é a prova mais contundente contra Delcídio do Amaral

grava_vozUma gravação com 1 hora e 35 minutos revela como o líder do Governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), ofereceu R$ 50 mil mensais ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
No diálogo ocorrido no dia 4 de novembro em um quarto do hotel Royal Tulip, em Brasília, o petista também propôs ao filho de Cerveró, Bernardo Cerveró, que, se o ex-diretor realmente optasse por um acordo com os procuradores da República, ele não o citasse.
A gravação embasou a prisão de Delcídio, ontem, pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. O parlamentar petista é acusado pela PGR de estar atrapalhando as investigações. A gravação foi feita em um celular de Bernardo. Além de Delcídio e do filho de Cerveró, também participou do encontro o advogado Edson Ribeiro, que era responsável pela defesa de Cerveró na Lava Jato.