3 de dezembro de 2015

A dupla Cunha & Dilma é um sucesso!

dupla_dilma

Cunha anuncia constituição de comissão para dar parecer sobre impeachment

dilma e aliados
Após ler o parecer em que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou no fim da tarde desta quinta-feira (3/12) a constituição da comissão especial que dará parecer sobre o processo de afastamento da petista na Casa. O peemedebista também leu a notificação sobre o processo que será enviada à Dilma.
Diante de um plenário esvaziado, Cunha leu parecer feito por ele em relação ao pedido de impeachment elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, e Janaína Paschoal. No documento, ele alega que Dilma cometeu crime de responsabilidade fiscal, entre outras coisas, pela prática das chamadas “pedaladas fiscais”.

Temer recomenda a Dilma evitar troca de ofensas pessoais com Cunha

dilma_temer
Na conversa que teve com a presidente Dima Rousseff nesta quinta-feira, o vice-presidente Michel Temer deu um conselho. Ele recomendou que ela tenha uma postura institucional. Para Temer, Dilma tem que evitar manter troca de acusações pessoais com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMD-RJ).
Temer decidiu adotar uma postura de não se envolver no confromto e de ter uma posição neutra entre Dilma e Cunha. Aliados interpretam que o vice quer se preservar nesse impasse.
Temer foi chamado pelo ministro Jaques Wagner quando já seguia para a base aérea de Brasília. Wagner havia chamado Temer para um encontro com Dilma às 15h. Temer disse que não era possível, pois já tinha compromisso em São Paulo agendado anteriormente. Jaques Wagner perguntou, então, se a conversa poderia ocorrer imediatamente. Temer concordou e se encaminhou para o encontro com a presidente. A conversa durou cerca de 30 minutos.
Segundo interlocutores, não ficou acertado que Temer iria orientar juridicamente na defesa do governo contra o processo de impeachment. “Não dá para o Temer entrar como conselheiro na defesa do impeachment. Isso porque o presidente da Câmara também é do PMDB. Poderia criar um problema interno, observou esse interlocutor do Temer.
Por Gerson Camarotti