26 de dezembro de 2015

Cenário pessimista na economia vai custar cerca de R$ 240 bilhões ao país

cortesAs perspectivas pessimistas, ao longo do ano, foram além das projeções e em 2015 serão ainda mais amargas para a economia brasileira. O Banco Central confirmou nesta quarta-feira, 23 de dezembro, retração de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão anterior indicava queda de 2,7%. A constatação foi feita com a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).
Com isso, a recessão de 2015 vai custar ao país cerca de R$ 240 bilhões. São bens agrícolas e industriais que deixaram de ser produzidos e serviços que não foram prestados. A estimativa de recuo para produção na indústria passou de 5,6% para 6,3%. O setor de serviços deverá recuar 2,4%. Anteriormente, a projeção era de 1,6%. A produção agropecuária cresceu 1,7%. Antes, o a perspectiva era de 2,6%.
Na prática, esses números representam, por exemplo, uma grande quantidade de carros, máquinas, calçados que não foram produzidos e muitas consultas médicas, idas ao salão de beleza e trocas bancárias que não ocorreram. Os resultados dessa retração são desemprego e menos investimentos.

Governo conta com aumento de tributos enquanto espera CPMF

imposto
Enquanto tenta ressuscitar o imposto do cheque, que pode render R$ 10 bilhões para os cofres federais a partir de setembro, a equipe econômica pode aprovar no Congresso, no primeiro trimestre de 2016, aumentos pontuais de tributos para garantir uma situação de caixa melhor do que a vivida neste ano.
Segundo a Folha, em sua última semana no cargo de ministro da Fazenda, Joaquim Levy pediu ao Congresso a aprovação de três medidas provisórias que poderiam garantir ao governo mais de R$ 20 bilhões, mas apenas uma foi votada. A Câmara e o Senado aprovaram antes do recesso a MP 690, que aumenta a tributação sobre bebidas alcoólicas e produtos de informática.
A expectativa é uma arrecadação extra de R$ 1 bilhão em 2016 com a nova tributação de vinhos e destilados. O governo também estima uma receita de R$ 6,7 bilhões com a extinção do programa de inclusão digital criado em 2005 que dava benefícios tributários para computadores e tablets, por exemplo.

Chuva se espalha pelo Brasil, segundo Climatempo

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Com o início da estação chuvosa os volumes acumulados aumentaram bastante sobre o centro-sul do Brasil, ainda mais com a presença do fenômeno climático El Niño que traz mais chuva para o Sul. Grandes volumes de chuva foram registrados sobre áreas gaúchas e os temporais já provocaram diversos problemas para a população.
Áreas gaúchas chegaram a ter registro de chuva na faixa dos 150mm em apenas 6 horas de medição. A formação de diversos sistemas de baixa pressão no Paraguai e frentes frias no Oceano Atlântico incentivaram a persistência da chuva.
Segundo o Instituto Climatempo, a tendência para a próxima quinzena é de mais chuva sobre o centro-sul do Brasil. Mais frentes frias e sistemas de baixa pressão vão fazer com que as áreas de instabilidade sejam organizadas, o que mantém a condição de chuva.

A guerra do WhatsApp não é só com a Justiça, é com as operadoras

conversa whatsA telefonia móvel nasceu da necessidade de falar em movimento. Essa funcionalidade mudou radicalmente nos últimos tempos. A generalização dos smartphones, ou telefones inteligentes capazes de se conectarem à Internet, e o aparecimento das redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, revirou essa funcionalidade básica de telefonia. A Internet está devorando a telefonia móvel no mundo, e, no Brasil, as operadoras brasileiras tiveram uma prova acachapante de sua perda de hegemonia com a comoção provocada pela interrupção por quase 13 horas do WhatsApp, em punição pelo não cumprimento de uma medida judicial brasileira.
As mensagens de texto há tempos se tornaram um anacronismo. E agora chega a vez dos telefonemas. Trata-se uma tendência global. Essa mudança de hábitos, que desloca o usuário de um universo analógico e individualista para outro digital e socializado, tem uma dupla consequência empresarial e sociológica. No caso do Brasil, também jurídica e geopolítica: afinal, como deve ser a relação dessas empresas globais de aplicativos —o WhatsApp foi comprado pelo Facebook— com as justiças nacionais?
Segundo reportagem publicada no jornal El País, quanto maior a economia na comparação entre as tarifas tradicionais de telefonia e o uso de aplicativos como WhatsApp, mais rápida é a transição, e foi exatamente isso que aconteceu no Brasil. No âmbito dos negócios, as operadoras veem suas receitas tradicionais com tráfego de voz desabarem e tentam compensar essa queda com faturamento por uso de dados. Por ora, o balanço é negativo porque os planos de tarifas fixas de dados móveis se mostram mais acessíveis que a receita com as chamadas, sujeitas a despesas extras, como o custo de sua realização.

PSDB não gostou da aprovação das contas da presidente Dilma

raivaPSDB reagiu com indignação a recomendação pela aprovação com ressalvas das contas da presidente Dilma Rousseff em 2014, como proposto pelo relator do processo, senador Acir Gurgacz.
Para o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PE), o parecer vai de encontro a unanimidade dos auditores do Ministério Público e dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). “Será muito difícil o senador convencer a sociedade sobre o seu entendimento”, observa o tucano.

Presidente do STF quer novos sistemas eleitoral e partidário

Toffoli
O ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, afirmou que “o país continuará ingovernável” se os sistemas eleitoral e partidário não forem alterados. Ele defendeu a instituição de uma cláusula de desempenho para os partidos e o estabelecimento do voto proporcional misto para eleição de parlamentares. Toffoli falou também sobre as expectativas para eleições municipais de 2016, em que doações empresariais serão proibidas.
Enquanto isso, as investigações da operação “lava jato” e a crise econômica fizeram despencar os valores pagos pelo governo federal às principais construtoras do país. Dez empreiteiras investigadas na operação ou que tiveram dirigentes já condenados na Justiça por corrupção e lavagem de dinheiro receberam este ano R$ 1,184 bilhão, 64,7% a menos do que os R$ 3,353 bilhões pagos em 2014, segundo dados do Portal da Transparência, que reúne os pagamentos diretos feitos pela União a empresas e pessoas físicas.

Governo expulsa 288 servidores por corrupção

CORRUP2O governo federal expulsou 288 servidores envolvidos em corrupção entre janeiro e novembro deste ano – o equivalente a 26 exclusões por mês num universo de 577 mil trabalhadores. O número é 12% inferior aos 329 funcionários públicos que foram banidos pelo mesmo motivo nos primeiros 11 meses de 2014.
No total do ano passado, levando em consideração o intervalo de janeiro a dezembro, a corrupção foi a causa de 363 expulsões, abaixo das 380 registradas em 2013. Foram 315 em 2012 e 361 no primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff.
O balanço consta no banco de dados da Controladoria-Geral da União, que divulga mensalmente os desligamentos no Executivo federal.

Planalto manterá Cunha como vilão do impeachment

imagesO Planalto e o PT pretendem continuar rivalizando sobre o impeachment com Eduardo Cunha, ainda que o peemedebista seja apeado da presidência da Câmara no ano que vem. Para auxiliares de Dilma Rousseff, ter transformado o deputado em vilão da narrativa vem dando resultado. A ideia é enfatizar que o pedido nasceu como fruto de um “pecado original” e que, contaminado desde o princípio, não tem legitimidade mesmo que Cunha já não esteja à frente do processo formalmente. A informação é de Natuza Nery, na Folha de S.Paulo deste sábado.
Diz ainda a colunista que a tropa de Cunha já prepara o discurso para que o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), puxe para si a decisão de anular ou não o processo do peemedebista no Conselho de Ética — em alternativa a deixar o recurso correr na Comissão de Constituição e Justiça.

Economistas: 2016 ainda difícil, mas em recuperação

economia-brasileiraA economia brasileira em 2016 deve sofrer o impacto de questões políticas que travam a atividade, mas não deve repetir o desempenho de 2015, acreditam professores de Economia. O cenário econômico vai começar a respirar e, se questões como a CPMF forem resolvidas e boas surpresas surgirem, como uma alta nas exportações, haverá alguma recuperação. No setor de energia, da mesma forma, a situação não deve piorar, mas a melhora esperada deve ficar para 2017.
Carlos Frederico Leão Rocha, professor do Instituto de Economia da UFRJ, acredita que o pior já passou. “Espero que nesse ano [2016] a gente vá conseguir cumprir a meta de 0,5% do superávit primário. Seria um cenário positivo”, explica.
De acordo com ele, o nível de atividade econômica vai continuar baixo em 2016, a não ser que haja alguma surpresa, que poderia vir, por exemplo, pelas exportações. “Não creio que o governo vá ousar na parte do investimento, ainda que o [ministro da Fazenda] Nelson Barbosa talvez gostasse de ousar um pouco, mas acho que não vai. Se tiver alguma boa notícia, será pelo lado das exportações”, comentou Rocha.
Francisco Lopreato, professor de Economia na Unicamp, destaca, inclusive, que o grande problema da economia brasileira é a questão política. Perspectivas melhores virão conforme o cenário político for destravado. “A situação [política] de hoje já não é a mesma de dois meses atrás. Está ficando mais claro que o impeachment é cada vez mas difícil. Mesmo parecendo que [a situação do governo] é mais complicada, não vai ser tão simples fazer impeachment”, argumenta o professor.