30 de dezembro de 2015

Dirceu, já preso, discutia montagem do ministério de Dilma em 2014

dirceu_presoMensagens de whatsapp no celular de José Dirceu mostram que 15 dias depois da reeleição da presidente Dilma, em 2014, o ex-ministro da Casa Civil, já condenado no mensalão e cumprindo prisão domiciliar, conversava com petistas a respeito de indicações de nomes para compor o ministério. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
As mensagens encontradas no celular, apreendido pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, mostram que Dirceu já previa dificuldades para o novo mandato de Dilma. “Tem que ser nomes com visibilidade e aceitação na sociedade em amplos setores de cada área, senão não acabará bem esse mandato”, refletiu Dirceu, durante diálogo, em 10 de novembro do ano passado, com a historiadora e militante petista Maria Alice Vieiras.

Petrobras lidera ranking global…de corrupção

petrobras
A Petrobras vai mesmo fechar o ano como o maior caso de corrupção em curso, de acordo com uma votação aberta ao público mundial que está sendo coordenada pela ONG Transparência Internacional. A informação é do colunista Lauro Jardim.
A Transparência escolheu quinze casos emblemáticos em curso, deu o nome de Desmascarar os Corruptos e abriu para a votação. Resultado: neste momento, o escândalo envolvendo a maior empresa brasileira lidera o ranking, com 8.505 votos. Está à frente de casos de fraudes e propinas para ninguém botar defeito, como o do filho do ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang; e o escândalo da Fifa.

Sob o lema Pátria Educadora, educação teve cortes no orçamento e greves em 2015

patriaNo primeiro dia de 2015, a presidenta Dilma Rousseff, recém empossada definiu o novo lema de governo: Brasil, Pátria Educadora. O ano foi conturbado política e economicamente e a educação não escapou do contexto. A pasta termina sob o comando do quarto ministro e com quase R$ 11 bilhões a menos no Orçamento do que o autorizado para o ano. Foram greves de professores, desde o ensino básico ao ensino superior. Foi também um ano em que o Plano Nacional de Educação (PNE), a lei que estipula metas para melhorar a educação até 2024, deu os primeiros passos.
“Esse foi, talvez dos últimos 15 anos, o ano em que as dificuldades na economia mais atrapalharam a educação”, avalia o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara. “Para a educação foi um ano muito ruim, não por questões intrísecas à área de educação, mas porque política e economia travaram a pauta”.

Soltem os bandidos! A crise no sistema prisional que se acentuou com o PT

mensaleiro na cadeiaO Brasil chegou a cambalear rumo à modernidade durante a década de 90 e, agora, retrocede velozmente, por causa da irresponsabilidade, incompetência e desonestidade dos seus governantes.
O Estadão aborda em editorial a crise no sistema prisional, que se acentuou com o PT no poder.
Leiam um trecho:
“Na mesma semana em que o Ministério da Justiça anunciou que investirá em 2016 R$ 112 milhões em programas destinados a estimular os tribunais criminais a ampliar a aplicação de penas alternativas e criar projetos de capacitação profissional dos presos, preparando-os para retomar o convívio social, o Supremo Tribunal Federal começou a julgar a possibilidade de os condenados mudarem de regime, por falta de vagas nos estabelecimentos penais.
Os dois acontecimentos estão relacionados e tratam de medidas destinadas a reduzir a superlotação das prisões. Segundo os números do Departamento Penitenciário Nacional, o sistema prisional – que custa R$ 12 bilhões por ano aos cofres públicos – tem um total de 376,7 mil vagas, que abrigam 607,7 mil presos vivendo em condições degradantes. Como os tribunais criminais vêm batendo recordes sucessivos de condenações e a União e os Estados não dispõem de recursos para acabar com o déficit de 231,1 mil vagas, o que exigiria um investimento de R$ 6 bilhões, segundo estimativas do Depen, diversas turmas do STF passaram a tomar decisões que permitem o abrandamento das penas.”
Seis bilhões para acabar com o déficit de vagas nas cadeias é menos do que o primeiro governo Dilma Rousseff gastou com propaganda: 9 bilhões de reais.