22 de abril de 2016

Dilma se irrita: revista Time estava estampada para todo lado com foto de Sérgio Moro

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Dilma chegou a dar um murro na porta do aeroporto ao ver a revista TIME com foto de Sérgio Moro para todo lado. Pessoas caminhavam para seu lado e pediam autografo na revista com Moro. A presidente Dilma Rousseff ficou visivelmente irritada ao ser informada, assim que chegou aos Estados Unidos nesta quinta, que o Juiz Federal Sérgio Moro foi eleito uma das 100 personalidades mais influentes do planeta pela revista Time. Dilma não se conforma com o fato de ter sido eleita a pior governante do mundo no ranking da revista Fortune.
Moro, que já havia figurado na lista dos 50 mais influentes da revista americana Fortune há poucos dias, figura agora entre nomes como Papa Francisco, o presidente dos EUA, Barack Obama, e o ator Leonardo DiCaprio. A lista dividida em cinco categorias, (titãs, pioneiros, artistas, líderes e ícones), conta com um artigo com o perfil de cada personalidade.

Operação Lava-Jato já tem 65 delações premiadas

lava_cunhaA Operação Lava-Jato já firmou 65 acordos de delação premiada, dos quais 51 de investigados soltos. A informação foi divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em palestra na Brazil Conference, realizada pela Universidade de Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos – evento que ocorre nesta sexta-feira, 22, e sábado, 23.
O procurador-geral informou que 47 inquéritos já foram instaurados no Supremo Tribunal Federal, compreendendo 118 mandados de busca e apreensão também no âmbito da Corte, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República. Na primeira instância – em Curitiba, base da missão Lava-Jato -, destacou Janot, foram 1.177 procedimentos instaurados, com 574 mandados.

PMDB substitui José Maranhão por Dário Berger na comissão do impeachment

O senador José Maranhão (PMDB-PB) desistiu de participar da comissão que analisará, no Senado Federal, o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. No lugar dele, assumirá Dário Berger (PMDB-SC). De acordo com a assessoria de Maranhão, o senador reconsiderou a decisão de participar do colegiado porque pretende atuar exclusivamente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual é presidente.
O PMDB, partido com maior bancada no Senado, tem direito a indicar cinco integrantes para a comissão do impeachment. Além de Berger, o partido terá como titulares os senadores Raimundo Lira (PB), Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS) e Waldemir Moka (MS).

Temer diz que Brasil não merece desqualificação e agressões

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O presidente da República em exercício, Michel Temer, disse hoje (22) que o Brasil não merece ser desqualificado com agressões à vice-presidência e que decidiu dar entrevistas à imprensa estrangeira após se sentir atacado por declarações da presidenta Dilma Rousseff. O peemedebista ocupa a Presidência desde ontem (21), quando Dilma viajou para os Estados Unidos.
“Fui provocado para aquelas entrevistas, achei que deveria dizer alguma coisa à imprensa internacional, já que houve manifestações [de Dilma] em relação à imprensa internacional, especialmente pretendendo desqualificar a minha posição. Aí não é a coisa do vice-presidente, é uma coisa do Brasil, acho que o Brasil não merece desqualificação por meio de eventuais agressões à vice-presidência”, disse Temer em entrevista na saída de seu gabinete, no anexo do Palácio do Planalto.

Vice-líderes do governo declaram voto pela admissibilidade do impeachment

Os vice-líderes do governo no Senado, senadores Hélio José (PMDB-DF) e Wellington Fagundes (PR-MT), declararam hoje (22) em discursos no plenário da Casa que irão votar a favor da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O senador Wellington, que vai integrar a comissão especial encarregada de analisar o processo, disse que ainda não tem uma posição firmada sobre o mérito afastamento.
Também o senador Hélio José, que integra a comissão como suplente, disse que ao votar pela admissibilidade no plenário do Senado e, se for chamado para votar na comissão, não estará fazendo nenhum prejulgamento, uma vez que a analise do mérito da denúncia só será feita se houver a admissão do processo, nos 180 dias de afastamento da presidenta.

Delcídio pede ao STF suspensão de processo de cassação no Senado

delcidio_agA defesa do senador Delcídio do Amaral (MS) recorreu hoje (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o processo de cassação contra o parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Os advogados alegam que o colegiado tem cerceado o direito de defesa do senador.
Com o recurso, a defesa pretende impedir que o senador preste depoimento ao Conselho de Ética na próxima terça-feira (26). Logo após ser solto, em dezembro do ano passado, Delcídio conseguiu um atestado médico e não compareceu a três depoimentos que foram marcados.
De acordo com os advogados, a tramitação do processo disciplinar é ilegal porque não foi suspenso durante o período da licença médica, foram rejeitados pedidos de convocação de testemunhas, não foi feito laudo pericial na gravação que justificou sua prisão e falta apensamento da íntegra do inquérito que Delcídio responde no Supremo.

Brasil fecha 118.776 postos de trabalho em março, diz Caged

economia-trabalho-desemprego-carteira-20130527-71-originalO Brasil teve a maior perda de vagas formais para meses de março em 25 anos, segundo dados divulgados hoje (22) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. No mês passado, o país fechou 118.776 postos de trabalho com carteira assinada.
Nos últimos 12 meses, já foram suprimidas 1.853.076 milhões de vagas formais. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. A exceção foi a administração pública, com 4,3 mil vagas a mais no mês.

Mais de 118 mil empregos com carteira assinada foram extintos em março

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Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) divulgou, na tarde desta sexta-feira (22/4), que 118.776 empregos com carteira assinada foram extintos no país em março. Os dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged) equivalem a uma variação negativa de 0,30% no estoque de empregos, comparada ao mês anterior. Com essa variação, o estoque atingiu 39,3 milhões de postos de trabalho em março.
É a primeira vez desde março de 1999 que o número de vagas cortadas é maior do que o de admissões. Também é o pior março da série histórica, que começou em 1997. No trimestre, já somam 322.992 postos de trabalho fechados.

4 de abril de 2016

Campo Novo dos Parecis investe na divulgação do Etnoturismo

A Rota Parecis é resultado de um trabalho da Prefeitura Municipal de Campo Novo do Parecis e das comunidades indígenas Parecis de resgate da história e cultura desses povos. O atrativo oferece aos visitantes dias de aprendizado, cultura, contemplação das belezas naturais e esportes radicais. Neste final de semana, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico - Sedec realizou um Fampress com a imprensa de Cuiabá para divulgar o destino turístico no estado.

O etnoturismo se apresenta como mais uma alternativa de fomento à economia da cidade, que é destaque no estado e no país pela agricultura. Conforme explica o prefeito Mauro Berft, foi necessário um trabalho de aproximação e confiança com os povos indígenas para o desenvolvimento de ações. "O município possui essa relação estreita com os indígenas e eles encontram no executivo e legislativo municipal um diálogo aberto e resposta para as demandas", afirmou.

A primeira parada da equipe de jornalistas e fotógrafos foi na Aldeia Wazare, que fica a 65 km da sede do município e é comandada pelo jovem cacique Rony Azoinaice. Criada há apenas cinco anos, a comunidade foi pensada e desenvolvida para receber visitantes, promovendo a interação entre halíti (índios) e imutis (não índios). A experiência também alia de forma exemplar o desenvolvimento e a cultura milenar. Os moradores recepcionam os turistas com apresentações de danças, pinturas corporais, contos e cantos. Por estar localizada às margens do Rio Verde, a visitação ainda inclui passeio de barco e banho.

O apoio da prefeitura municipal foi fundamental para o sucesso da experiência. Conforme explica o cacique Rony, o município de Campo Novo do Parecis sempre teve afinidade com a cultura indígena, inclusive com suporte da administração municipal para manter e divulgar a cultura indígena. "Hoje buscamos ampliar essa parceria com os governos estadual e federal, pois o turismo é uma forma de valorizar nossa cultura e manter de forma sustentável os nossos costumes", ressaltou.

A Aldeia Quatro Cachoeiras, a 33 km da cidade, é a maior das 12 comunidades indígenas e leva o nome pela localização próxima às quatro quedas d'água formadas pelo rio Sacre. Todos os 90 moradores são da família do cacique Narciso Kazaizase. Nascido em 1954, Narciso chegou a morar em um internato das Missões Jesuíticas de onde fugiu e criou a aldeia Seringal e, posteriormente, mudou-se para a região atual.

Durante a visita, os índios mais jovens fizeram uma demonstração do Jikunahati (futebol de cabeça ou cabeça-bol). Trata-se de um jogo tradicional, praticado apenas pelos homens. O esporte é disputado com a igomaliró, uma bola feita através da extração do leite da mangaba. O passe da bola é feito utilizando apenas a cabeça, o que pode resultar em mergulhos rentes ao solo. Tradicionalmente, são feitas apostas antes de cada partida e o jogo só é suspenso quando se esgotam as provisões de uma das equipes.

O encerramento do fampress em Campo Novo do Parecis ocorreu na cachoeira Salto Utiariti, na aldeia que leva o mesmo nome do atrativo. Localizada a 96 km da sede do município, a comunidade é comandada pelo cacique Orivaldo Koremazokae e é a que apresenta menos elementos tradicionais das três. Com casas de alvenaria e vestimentas comuns, a aldeia Utiariti também deve passar pelo processo de resgate cultural, com o suporte da prefeitura municipal, para integrar o roteiro de etnoturismo.

Além da contemplação dos 98 metros de queda d'água e exuberante paisagem, a cachoeira oferece piscinas com correntes de água morna e fria para banho e caverna para exploração. A experiência é completa com descida de rapel, operada com segurança pelos profissionais da Equipe Vertical.
Todas as atrações da Rota Parecis são comercializadas em agência de turismo e sites especializados. As visitações ocorrem com após autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai), de Campo Novo do Parecis.

2 de abril de 2016

Dilma: Uma presidente fora de si

dilmaIOs últimos dias no Planalto têm sido marcados por momentos de extrema tensão e absoluta desordem com uma presidente da República dominada por sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do País. Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo. Assessores palacianos, mesmo os já acostumados com a descompostura presidencial, andam aturdidos com o seu comportamento às vésperas da votação do impeachment pelo Congresso. Segundo relatos, a mandatária está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. Lembra o Lula dos grampos em seus impropérios. Na última semana, a presidente mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete.
Agora, contenta-se com o clipping resumido por um de seus subordinados. Mesmo assim, dispara palavrões aos borbotões a cada nova e frequente má notícia recebida. Por isso, os mais próximos da presidente têm evitado tecer comentários sobre a evolução do processo de impeachment. Nem com Lula as conversas têm sido amenas. Num de seus acessos recentes, Dilma reclamou dos que classificou de “traidores” e prometeu “vingança”. Numa conversa com um assessor, na semana passada, a presidente investiu pesado contra o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. “Quem esse menino pensa que é? Um dia ele ainda vai pagar pelo quem vem fazendo”, disse.
Há duas semanas, ao receber a informação da chamada “delação definitiva” em negociação por executivos da Odebrecht, Dilma teria, segundo o testemunho de um integrante do primeiro escalão do governo, avariado um móvel de seu gabinete, depois de emitir uma série de xingamentos. Para tentar aplacar as crises, cada vez mais recorrentes, a presidente tem sido medicada com dois remédios ministrados a ela desde a eclosão do seu processo de afastamento: rivotril e olanzapina, este último usado para esquizofrenia, mas com efeito calmante. A medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar.
Isto É

Médicos do Ceará recebem Lula e pede saúde e menos triplex

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