6 de fevereiro de 2016

3 passos para fixar na memória tudo que você estuda

Carolina Vellei
Uma das principais dificuldades do estudante é conseguir se lembrar de tudo que aprendeu. Você até se lembra que foi para a aula, abriu o livro e começou a leitura… Mas, e do conteúdo? Zero? Isso tem uma explicação. Alberto Dell’Isola, conhecido como “o homem-memória brasileiro”, conta no livro “Supermemória – Você também pode ter uma” que esse esquecimento é algo normal do cérebro, mas que existem maneiras de burlar o branco.

A curva do esquecimento
Dell’Isola explica que muitos estudantes o procuram preocupados com a qualidade de leitura que fazem, alegando que ela é “tão ineficiente”, que após alguns dias não se lembram mais do que leram. Para o especialista, isso não tem nada a ver com o processo da leitura em si, mas sim com uma coisa chamada “curva do esquecimento”.

Descoberta em 1885 pelo filósofo alemão Hermann Ebbinghaus, a curva mostra o quanto de informações nosso cérebro é capaz de reter com o passar do tempo, após uma sessão de estudos com uma hora de duração.
 curva-esquecimento
Ela se inicia no zero, porque começa a contar um pouco antes do momento em que o estudante inicia a sua sessão de estudo. Ao final da leitura do conteúdo, a curva atinge o ponto máximo, o que significa que ele se lembra de 100% do assunto ensinado (ou, como diz Dell’Isola, “ao menos saberá o máximo que ele tem condições de aprender, dado o conhecimento prévio sobre o assunto”).

Percebam que a curva vai caindo com o passar dos dias. Logo no segundo dia depois do fim dos estudos, caso não tenha feito nenhuma revisão, o estudante provavelmente se lembrará de pouca coisa, por volta de 50% do que aprendeu. Segundo o especialista, as pessoas se esquecem mais nas primeiras horas do que ao longo de 30 dias. Ao final do primeiro mês, restará apenas uma vaga lembrança e a impressão que ficará é a de que você nunca estudou aquele conteúdo, porque nosso cérebro está acostumado a descartar informações que não são reutilizadas com frequência.

Para mudar isso, Dell’Isola recomenda três passos:
1) Nas primeiras 24 horas após a sessão de estudo, para cada leitura de uma hora, faça uma revisão de dez minutos. Ela deve ser feita nesse período de tempo, porque é o momento em que mais perdemos informações e isso será suficiente para “segurar” a sua memória. Para ajudar no processo você pode usar fichas-resumo, reler as informações anotadas no caderno ou gravar trechos da aula para ouvi-los depois.

2) No sétimo dia após a sessão de estudo (ou seja, uma semana depois) dedique apenas cinco minutos para reativar na memória esse material.

3) Ao final de 30 dias, pratique o conteúdo durante 2 a 4 minutos e isso deverá ser suficiente para ajudá-lo a se lembrar novamente do que estudou.


Essa técnica é útil para pessoas que estudam grandes volumes de informações, como concurseiros e vestibulandos. Você pode colocá-la em prática durante algumas semanas ou meses para ver se ela funciona no seu caso. Muitas vezes os estudantes não têm tempo para agendar revisões em seus cronogramas, mas essa aqui vale a pena tentar! São pouco minutos (você só precisa revisar no máximo durante 10 minutos uma sessão de uma hora) e se você revisa não precisa passar mais outra hora reaprendendo o conteúdo antes das provas.

"Naquele momento, só queria morrer", conta mulher mutilada

Ana Lis Soares
Mais de 150 milhões de mulheres vivas em todo o mundo foram mutiladas e outras 86 milhões podem sofrer a prática até 2030, segundo a ONU
"Quando eu tinha 13 anos, alguns vizinhos vieram em nossa casa e me forçaram a deitar no chão. Em seguida, seguraram minhas pernas abertas e uma mulher velha cortou minha genitália: meu clitóris, os lábios interior e exterior e, depois disso, minha vagina foi costurada. Foi a pior dor que eu já senti na vida e, naquele momento, eu só queria morrer. Desde este dia cruel, tive grandes problemas para urinar, sentia dores terríveis quando menstruava e, por diversas vezes, pensei que nunca poderia ter uma relação sexual com um homem. Nem que poderia ser mãe". Este é o depoimento de Inab Abduliah, de 19 anos, nascida em Ali Sabieh, Djibouti, na África, concedido com exclusividade pela Fundação Flor do Deserto (Desert Flower Foundation) ao Terra, sobre o dia em que ela teve sua genitália mutilada e as consequências sofridas por ela ao longo de mais de sete anos.

LIDERANÇA E GESTÃO: Como montar o currículo

Fernanda Viola
No começo do ano muitas empresas abrem processo seletivo em busca de talentos. Mas, para concorrer às vagas, é preciso, antes de qualquer coisa, de um bom currículo. Afinal, é ele o responsável pelo primeiro contato entre candidato e empregador. E, em meio ao recebimento de tantos arquivos, os recrutadores precisam ser seduzidos por um material bem estruturado, que gere interesse e vontade de saber mais sobre o candidato.

Pensando nisso, fizemos uma lista com dicas do pessoal da Catho e do LinkedIn para você elaborar um currículo completo e eficiente que irá te ajudar no primeiro passo em busca de um novo emprego.

Vale lembrar que todas as informações inseridas em seu currículo devem ser verídicas, uma vez que você poderá ser testado a qualquer momento em qualquer que seja a habilidade que conste no arquivo, o que contará na avaliação final do recrutador e, quem sabe, servir como critério de desempate entre você e outro candidato.

Confira na lista abaixo algumas dicas:
O arquivo deve ter, no máximo, duas páginas. Não faça descrições genéricas de si mesmo. Pouca objetividade e excesso de informações com pequena relevância estão entre os erros mais comuns.

Estão entre os tópicos essenciais a um currículo:
Dados pessoais – Além de nome completo, idade e estado civil, não se esqueça de incluir seus contatos, como telefone e e-mail.

Objetivo profissional – Seja direto, indicando sua área de interesse.

Formação acadêmica – Insira o nome da instituição de ensino, curso e datas de início e término, apresentando-os por ordem de importância (pós-graduação, graduação etc.).

Experiência profissional – Cite o nome da empresa, cargo, período de atuação e suas atividades. Esse é o item chave para o recrutador. Seja objetivo, mas capriche! É por meio dele que será feita uma primeira avaliação do seu potencial para a vaga.

Idiomas / Informática – Cite apenas aqueles que estuda/estudou e seu nível de conhecimento em cada um deles.

Cursos – Cite somente aqueles que têm relação com a área da oportunidade em questão.

Algumas vagas exigem o envio de foto. Se for o seu caso, tome cuidado, pois há muitos profissionais que escolhem equivocadamente a imagem de apresentação, como, por exemplo, com roupas ousadas ou muito informais.


QUALIDADE DE VIDA: A importância de caminhar

Fernanda Viola
Caminhar é uma das atividades físicas mais democráticas, afinal, exige nada mais do que um par de tênis. Além disso, é uma modalidade segura e eficiente para obter resultados satisfatórios tanto na saúde física, quanto na mental. Isso por conta da sua característica de baixo impacto e da possibilidade de ser prescrita em diferentes níveis de intensidade.
Segundo o Diretor Técnico da Bodytech, Eduardo Netto, ela é recomendada para qualquer pessoa que esteja liberada pelo médico para praticar atividade física. “Um estudo recente indicou que caminhar por 30 minutos todos os dias reduz as chances de desenvolvimento da síndrome metabólica, que gera uma série de fatores de risco ligados a doenças cardíacas, diabetes e derrame”, afirma.
Além do aprimoramento da aptidão física, uma das maiores vantagens desse exercício é a elevada produção de endorfinas, substâncias que trazem uma enorme sensação de bem estar. Caso seja realizada na dose apropriada, esse tipo de treinamento, chamado de aeróbio, pode favorecer a redução de doenças como depressão e trazer ao caminhante maior disposição.  O desempenho mental do indivíduo também pode aumentar, pois o estímulo cardiovascular favorece a oxigenação do organismo, inclusive no cérebro.
Ainda não se convenceu? Confira abaixo mais 10 benefícios da caminhada:
  • Melhora a qualidade do sono
  • Ajuda a capacidade cardiovascular e o condicionamento cardiorrespiratório
  • Alivia a depressão, ansiedade e estresse
  • Reduz a gordura corporal
  • Auxilia no combate da osteoporose
  • Baixo impacto articular
  • Aumenta a qualidade e a expectativa de vida
  • Melhora a coordenação motora e flexibilidade
  • Promove bom humor e eleva a autoestima
  • Desenvolve o sistema imunológico