30 de março de 2016

Rompimento com o governo marca homenagem aos 50 anos do PMDB

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Ainda em clima de ressaca pela decisão do Diretório Nacional do PMDB que, ontem (29), por aclamação, deixou a base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff, poucos parlamentares da legenda participaram hoje (30) da sessão solene marcada para comemorar os 50 anos do partido. A cerimônia foi na Câmara dos Deputados. Nenhum senador ou figuras históricas do PMDB, como o ex-senador Pedro Simon e ex-presidente José Sarney, compareceram, assim como o presidente da legenda, Michel Temer, vice-presidente da República.
O dever de falar sobre a importância do rompimento no momento de aniversário da legenda ficou com o advogado e ex-deputado Eliseu Padilha, vice-presidente do PMDB e ex-ministro da Aviação Civil no governo Dilma. Padilha disse que a decisão reflete o que “há décadas” a maioria dos correligionários desejava. “De cada 10 peemedebistas, 11 queriam e querem a candidatura própria, projeto próprio correspondente ao tamanho do nosso partido. Ontem, dissemos que estamos independentes e vamos cuidar com muito zelo das eleições municipais, pavimentando a estrada para chegar em alta velocidade a 2018”, disse.

Planalto desconfia do PSD sobre impeachment

No Palácio do Planalto, há uma avaliação pessimista sobre o PSD e uma desconfiança em relação ao ministro das Cidades, Gilberto Kassab.
O temor é que, apesar das garantias do ministro, a bancada na Câmara garanta uma votação expressiva a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A postura do líder do PSD, Rogério Rosso (DF), na comissão do impeachment tem sido criticada pelos interlocutores mais próximos de Dilma.
A própria decisão do vereador paulistano Andrea Matarazzo, próximo ao tucano José Serra, de se filiar ao PSD de São Paulo, também foi recebida com desconfiança pelos palacianos.
Uma recente conversa de Kassab com o vice Michel Temer causou irritação no Planalto.
Para um ministro, o colega Kassab tem feito jogo duplo em relação ao impeachment. Por outro lado, Kassab teria feito gestos para acolher de volta ao partido a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que está sendo pressionada a deixar o PMDB. Kátia é amiga pessoal de Dilma.
Do Blog do Camarotti:

Miguel Nicolelis tem exomotivos para apoiar Dilma Rousseff e o PT

Miguel Nicolelis
Leiam o post que publicamos em 10 de outubro do ano passado:
O TCU não pegou apenas Dilma Rousseff. Pegou também Miguel Nicolelis.
A Folha de São Paulo informa que “um relatório preliminar do TCU aponta irregularidades no Campus do Cérebro, projeto idealizado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, um dos mais famosos cientistas do Brasil”.
Orçado em quase R$ 250 milhões, o projeto inclui um centro de pesquisa em neurociência, uma escola, um centro de saúde e atividades de divulgação astronômica em Macaíba (RN).
O documento do TCU fala em ‘irregularidades graves’, diz ser admissível a anulação do contrato de gestão (que permite o repasse dos recursos) e aponta risco de perda patrimonial e de o projeto se tornar um ‘elefante branco’.
Em visitas ao espaço, os auditores verificaram que as obras estão paradas e que parte delas já está tomada pelo mato ou foi depredada”.
Não surpreende que as obras de Miguel Nicolelis estejam paradas. Seu exoesqueleto, apresentado com pompa na Copa do Mundo, também ficou parado.
O Antagonista

PP quer esperar comissão do impeachment para decidir desembarque

Com a oferta de robustos cargos à mesa, o PP ainda resiste em seguir o mesmo caminho adotado pelo PMDB e abandonar a aliança com o governo da presidente Dilma Rousseff. A informação é destaque na Veja Online. Em reunião nesta quarta-feira, a cúpula do Partido Progressista definiu que a data da convenção que vai sacramentar a posição da legenda estará atrelada à comissão que discute o impeachment de Dilma. O colegiado deve definir se pede ou não o afastamento da petista entre os dias 11 e 14 de abril.
Evidenciando o desconforto em abandonar o governo, o presidente da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), evitou se posicionar sobre a reunião e deixou o encontro sem dar declarações. Da mesma forma, o líder do PP na Câmara e ex-ministro de Dilma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), adotou um tom mais conciliador e disse que o acordo obtido nesta manhã foi na direção de convocar a reunião da Executiva um dia antes ou imediatamente depois da conclusão dos trabalhos da comissão do impeachment.

Ministros do PMDB não deixarão cargo, diz Kátia Abreu em mensagem

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A Folha de São Paulo revelou que a ministra Kátia Abreu (Agricultura) foi flagrada nesta quarta-feira (30), durante a cerimônia de lançamento da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, no Palácio do Planalto, enviando mensagens nas quais afirma que ela e os outros cinco ministros do PMDB decidiram não deixar seus cargos no governo Dilma Rousseff.
No texto, ela afirma que a decisão foi tomada “ontem à noite” e cita o local: “casa de Renan”, numa referência à residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ministra diz ainda que ela e os outros cinco correligionários se licenciarão da legenda em “respeito à decisão aprovada”.
A ministra diz ao interlocutor que a informação é segura e pede: “Confia, amigo”. A troca de mensagens ocorre menos de 24 horas depois de a direção nacional do PMDB oficializar o fim da aliança com o PT e determinar que todos os seus filiados entreguem cargos na administração federal.