22 de outubro de 2016

Pesquisa aponta que uso do crack é consequência e não causa de exclusão social

Ao contrário do que o senso comum acredita, o crack não causa exclusão social. Pelo contrário, segundo especialistas, o uso da droga é consequência de uma vida precária que leva à dependência e faz com que muitos sejam encontrados em situação de pobreza extrema, usando a droga nas ruas de cidades brasileiras, vulneráveis a riscos, como homicídios. A constatação é de Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgada nesta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro.

Depois de analisar cerca de 200 entrevistas com usuários e profissionais de saúde mental, o levantamento mostra que o uso da droga apenas piora a situação de pessoas que não tem laços familiares, moradia, trabalho e estudo - problemas que chegaram antes da dependência.

"O crack não é a causa da exclusão, é um elemento a mais, que reforça a exclusão social, processo que é anterior [à droga], no entanto, é reversível”, afirmou um dos autores da pesquisa, Roberto Dutra Torres, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), ao divulgar os resultados, na Fiocruz. “Ninguém vira zumbi pelo crack”, reforçou.

Punições a juízes são "deboche à sociedade", diz presidente

O presidente Nacional da OAB, Cláudio Lamachia
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil),  Cláudio Lamachia, criticou duramente as penas previstas para juízes que cometem atos ilegais no Brasil. Em entrevista ao UOL, ele disse que afastar juízes pagando salário ou aposentadoria é um "deboche à sociedade."

"Acho que, na sua grande maioria, elas representam muito mais um prêmio que uma verdadeira punição", disse, defendendo mudanças nas penas "absolutamente brandas" previstas na Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional). "Ela precisa ser adaptada e melhorada, dando a ela algo mais atual. Para o cidadão vira um deboche quando ele lê uma noticia de que um determinado magistrado, que agiu de forma arbitrária ou favorecendo à corrupção, é aposentado compulsoriamente recebendo seu salário --mesmo que proporcional."

Hoje, a perda do cargo de juiz (e consequente cassação de aposentadoria) só ocorre quando há uma condenação penal transitada em julgado.

Escola de fraudes: universidades manipularam resultados do Enade


PAPEL DE EMBRULHO   - Provas de 2013 da área de saúde: resultado distorcido

Duas das maiores universidades privadas do Brasil, que juntas têm mais de 400 000 estudantes matriculados, manipularam os resultados do Enade, o exame que mede a qualidade do ensino superior. 

A Universidade Nove de Julho (Uninove) ocupou-se em distorcer os resultados entre os anos de 2013 e 2014, pelo menos. A Universidade Paulista (Unip), hoje o terceiro maior grupo educacional do país, também promoveu as mesmas maracutaias, só que entre 2010 e 2012. 

As duas tinham um objetivo claro: aumentar a nota final de seus cursos no Enade e, com isso, fazer propaganda de uma qualidade que, na realidade, podem não ter. A Uninove é a instituição em que “seu sonho acontece”. 

A Unip promove-se como “a universidade particular preferida dos que contratam”. VEJA teve acesso a um conjunto de vídeos, e-mails, áudios e documentos, nos quais as fraudes ficam patentes. Durante nove semanas, a revista investigou o assunto. 

Entrevistou cerca de cinquenta pessoas, entre professores, alunos e advogados.

FONTE: VEJA

Lição para os 'doutores': Cármen Lúcia corrige Roda Viva e esclarece que não é doutora

Presidente do Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia corrigiu com delicadeza o âncora Augusto Nunes no Roda Viva de segunda-feira (17). Anunciada como doutora pela Universidade de São Paulo, ela explicou que chegou a cursar, mas não concluiu o doutorado.
"Fiz os créditos, mas não sou doutora porque não defendi a tese; então, por isso, não consta no meu currículo essa referência."
Assista à íntegra do programa:
A declaração da presidente do STF é uma lição para todos aqueles que se autointitulam doutores. Sejam médicos, que fazem questão que colegas os chamem por "doutor", mesmo sem ter iniciado um mestrado sequer. Sejam advogados, que se consideram doutores pelo conhecimento da lei.
Também é uma lição para quem já vitaminou o currículo, com mais experiências e formações que o efetivamente estudado ou trabalhado.
Em agosto deste ano, internautas montaram uma artilharia de críticas à empreendedora e palestrante Bel Pesce, após a divulgação do vídeo de crowfunding para a hamburgueria Zebeléo.
No currículo de Pesce, havia a informação de que ela tinha cinco graduações pelo MIT, nos Estados Unidos. Porém, é bacharel em Engenharia Elétrica e Ciência da Computação e em Ciência da Administração e tem dois minors em Matemática e Economia — o que indica que ela fez disciplinas dos dois cursos, mas não se formou neles.
A empreendedora fez seu nome por ter trabalhado no Google e na Microsoft, além de ter ajudado a fundar a empresa Lemon, no Vale do Silício. Recentemente, porém, foi tornado público que os trabalhos no Google e na Microsoft foram estágios de verão e que ela pediu para ser co-fundadora da Lemon.
A palestrante apresentou diplomas e documentos para comprovar a experiência, mas, ainda assim, os leitores encontraram inconsistências no discurso de Pesce,apresentadas pelo blogueiro Izzy Nobre.
ATUALIZAÇÃO
Esta matéria foi atualizada após a assessoria de Bel Pesce enviar um esclarecimento sobre a formação e as experiências profissionais de Pesce. "Ela falou inúmeras vezes sobre a questão dos majors e minors", informou a assessoria. Sobre o pedido da empreendedora para ser co-fundadora da Lemon, a assessoria esclarece que "isso fez parte da negociação, não foi um mero 'pedido'... A prática é absolutamente corriqueira no Vale [do Silício]".

FONTE: HUFFPOST BRASIL