6 de novembro de 2016

Padre culpa ‘gays’ por terremoto na Itália

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Um padre italiano classificou os recentes terremotos ocorridos na Itália como um “castigo divino” relacionado às uniões de homossexuais, o que provocou a ira do Vaticano, que considerou suas declarações ofensivas para os fiéis e ateus.
A imprensa italiana informou neste sábado (5) que o padre Giovanni Cavalcoli, um teólogo já idoso de uma faculdade, fez estas declarações no domingo, 30 de outubro, no mesmo dia que um terremoto de magnitude 6,5 sacudiu a região central da Úmbria.
Os tremores sísmicos são um “castigo divino” pela “ofensa à família e à dignidade do matrimônio, sobretudo por culpa das uniões civis”, declarou à Rádio Maria, que dias depois decidiu se distanciar do sacerdote.
O Vaticano reagiu na noite de sexta-feira (4) com virulência.
As afirmações do sacerdote são “ofensivas para os fiéis e escandalosas para os não fiéis”, declarou o arcebispo italiano Angelo Becciu, número dois da Secretaria de Estado do Vaticano, o “ministério” mais importante da Santa Sé, publicaram os meios de comunicação locais.
Depois de pedir “perdão” às vítimas dos terremotos, Becciu recordou que tinham “a solidariedade e o apoio” do papa Francisco.
Contudo, a resposta do Vaticano não mudou a opinião do padre Cavalcoli, que repetiu em outra emissora de rádio que os terremotos foram provocados pelos “pecados do homem”. “O Vaticano? Que revise o catecismo!”, alfinetou o religioso.
Itália, o último grande país da Europa Ocidental que não havia acordado nenhum estatuto aos casais do mesmo sexo – com uma forte oposição da Igreja Católica – optou no final de julho por estabelecer a união civil, diferente do matrimônio.
G1

Por que o Brasil vota Hillary

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Que a eventual eleição de Donald Trump seria ruim para o Brasil e para a América Latina parece tão óbvio que a esmagadora maioria dos latino-americanos votaria por Hillary Clinton, se pudesse.
É o que mostra pesquisa de meses atrás da Ipsos Public Affairs com 393 líderes de opinião de 15 países do subcontinente.
No Brasil, o resultado é 90% para Hillary e apenas 4% para Trump.
Em quatro países, Trump marca zero: Bolívia (91% para Hillary), Argentina e México (94% para a democrata) e Equador (95% votariam na adversária do republicano).
Permito-me uma dúvida: será que, se a pesquisa fosse feita com o público em geral, em vez de apenas com os chamados “líderes de opinião”, os resultados seriam parecidos?
A rejeição mais ou menos universal aos políticos do establishment (e Hillary é uma das mais representativas deles) sugere que a imagem (falsa) de “outsider” que Trump cultiva talvez fizesse sucesso também na América Latina.
Mas, à falta de dados científicos a respeito, fiquemos com a opinião dos “líderes”, que, ademais, parece extremamente sensata ao rejeitar Trump.
Primeiro porque é razoável supor que o preconceito contra os mexicanos, publicamente manifestado uma e outra vez, estender-se-á aos demais latinos. Não creio que Trump faça distinção entre mexicanos e brasileiros, entre guatemaltecos e colombianos e por aí vai.
Para ele, todos somos “hombres malos” (e mulheres loucas para serem agarradas pela vagina).
Preconceito não é a melhor maneira de conduzir o relacionamento diplomático. Só tende a reforçar o anti-norte-americanismo que está (ou estava) se tornando residual no subcontinente.
O presidente do Banco Central mexicano, Agustín Carstens, já está prevendo um “vendaval” sobre a economia do país, se Trump vencer. Afetará inexoravelmente toda a Aliança do Pacífico que o México integra com Chile, Peru e Colômbia e da qual o Mercosul está tentando se aproximar.
Outro elemento objetivo a considerar: a vitória de Trump sinalizará o congelamento dos acordos comerciais globais, multilaterais ou bilaterais. É verdade que Hillary também está se manifestando contra eles, mas ela é mais flexível e pragmática.
Para o Brasil, é um péssimo sinal porque ocorre justamente quando o país (e toda a região) ensaia dedicar-se aos acordos comerciais que não conseguiu fechar ou nem sequer começar a negociar nos últimos muitos anos.
Se já não bastassem esses estorvos diretos há, sempre no âmbito comercial, uma ameaça global: impor sobretaxas às importações chinesas, como Trump promete, equivale a uma declaração de guerra a que os chineses certamente responderão com idêntica agressividade.
Em um cenário econômico global já complicado, tudo de que o mundo não precisa é de um conflito entre as duas grandes potências econômico/comerciais do planeta —e que, de quebra, são os dois maiores parceiros do Brasil.
O pior é que não há nada que o Brasil possa fazer salvo torcer para que Trump não seja eleito ou, se o for, que esqueça tudo o que disse na campanha.

Próximo presidente dos EUA terá desafio de suceder o carismático Obama

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No universo dos chefes de Estado, ele é o rei do carisma. Tira de letra entrevistas e discursos, canta, dança e conta piadas. Depois de Barack Obama ter cativado o eleitorado norte-americano com a inspiradora mensagem “Sim, nós podemos”, o próximo morador do número 1.600 da Avenida Pensilvânia, em Washington, terá dificuldades, caso queira acompanhar o magnetismo do democrata. Enquanto Obama encerra seus oito anos de governo com cerca de 50% de aprovação entre os americanos — pouco comum para o fim de dois mandatos consecutivos —, quem quer que seja seu sucessor fará a mudança para a Casa Branca carregando na bagagem altos índices de rejeição.
Em meio a todas diferenças que os separam, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump se convergem nos mais de 50% de norte-americanos que têm impressão negativa sobre ambos (veja o gráfico). Barbara Kellerman, diretora do Centro para Liderança Pública da Universidade de Harvard, observa que os altos índices de rejeição dos dois principais concorrentes à Casa Branca podem tornar o início de um novo governo mais complicado do que em anos anteriores.

PF realiza Operação contra fraudadores do Enem e de outros vestibulares

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A PF (Polícia Federal), com o auxílio do MPF (Ministério Público Federal) e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), deflagrou na tarde deste domingo (6) a Operação Embuste para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar processo seletivo para ingresso no ensino superior.
Segundo as investigações, o grupo pretendia fraudar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2016, permitindo que pessoas não efetivamente aptas pudessem ter acesso aos cursos, mediante uma compra de vaga, especialmente no curso de Medicina.

Hillary lidera com 48% contra 43% de Trump, segundo pesquisa Washington Post

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A candidata presidencial democrata Hillary Clinton tinha uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre o republicano Donald Trump na corrida pela Presidência dos Estados Unidos, mostrou a última pesquisa do Washington Post-ABC, divulgada neste domingo.
Hillary tem 48 por cento das intenções de votos, ante 43 por cento de Trump. Na pesquisa Washington Post-ABC divulgada na sexta-feira, Clinton liderava com 47 por cento contra 44 por cento de Trump.
Clinton tinha uma vantagem em apoio afirmativo, segundo a pesquisa, com 55 por cento dos apoiadores dizendo que eles estão apoiando principalmente ela, em comparação com 43 por cento dos eleitores Trump. Eleitores de Trump dizem que “se opõem principalmente a Clinton”.

“Tralha” de Lula inclui desde fuzil AK-47 até presente de Aécio Neves

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Um fuzil modelo AK-47 de fabricação norte-coreana, um par de chuteiras personalizadas e presentes de Emilio Odebrecht, Eduardo Campos e até Aécio Neves. Esses são alguns dos itens que compõem a “tralha” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um acervo de 9.037 peças acumulado pelo petista durante os 8 anos em que ocupou a Presidência da República (2003-2010).
As informações são do repórter do UOL André Shalders. Um levantamento minucioso foi apresentado pelo diretor do Instituto Lula, Paulo Okamotto, ao juiz Sérgio Moro. São 987 páginas de fotografias e uma planilha de 1.032 páginas descrevendo todos os itens.

Vídeo: Soldados são presos após urinarem em carne de escola do Exército

Pelo menos três alunos da Escola de Equitação do Exército estão presos disciplinarmente após urinarem na carne que seria servida a seus superiores, a maioria cabos e soldados. Nas imagens, feitas no último domingo, dois deles aparecem rindo, no rancho da unidade, localizada na Zona Oeste do Rio. A informação é do jornal O DIA.
Em seguida, um terceiro aponta a genitália para os bifes que estavam cortados na pia e urina neles. “Chega, cara, tá maluco”, diz um rindo, após o ato. Foi apurado que a carne chegou a ser servida aos outros militares, que sentiram o gosto da urina. O vídeo foi enviado a um grupo da unidade, e chegou às mãos da direção, que identificou os soldados. Eles não tiveram os nomes divulgados pelo Exército.

Resposta das urnas ao PT

Por Vagner Dias – Juiz de Direito em sua página no Facebook

Estive refletindo esses dias, em 2000 foram eleitos 187 petistas, seguindo-se nas eleições seguintes, 411, 558 e 644 em 2012. Em 2016, apenas 256. Nenhum no segundo turno.

Como se poderia falar, em nome do POVO, de "golpe"?

Não seria de se esperar uma resposta soberana diferente nas urnas?

Tudo está a revelar que essa bravata representa apenas a voz de alguns "ativistas de sofá", usando da expressão de Zygmunt Bauman...