7 de novembro de 2016

44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa Retratos da Leitura

índice de leitura
Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados na tarde desta quarta-feira, 18, e integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.
Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.
Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

Daniel Ortega é reeleito presidente da Nicarágua

ortega
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, foi reeleito neste domingo (6), com 71,3%, segundo os resultados preliminares da apuração. Mas antes da contagem de votos terminar, milhares de simpatizantes comemoraram a continuidade do ex-guerrilheiro de 70 anos no poder. Esse será o terceiro mandato presidencial consecutivo do homem que liderou a Revolução Sandinista há 37 anos, derrotando da ditadura de Anastásio Somoza.
Os opositores – entre os quais alguns ex-guerrilheiros que lutaram a seu lado – acusam Ortega de autoritarismo e de querer perpetuar a família no poder, como o ditador que ele combateu. Anastásio Somoza foi o último de uma dinastia que governou a Nicarágua durante mais de 40 anos.
Ortega mudou a Constituição para eliminar os limites da reeleição. Seu partido, a Frente Sandinista da Liberação Nacional (FSLN), foi ganhando o controle das instituições. E sua mulher, Rosário Murillo, será vice-presidente.
Às vésperas das eleições, as pesquisas de opinião davam a vitória do casal como certa – até porque o maior partido da oposição foi excluído do pleito e os outros quatro candidatos tinham pouco peso. Ortega não permitiu a presença de observadores internacionais nesta votação, levando uma parte dos opositores a criticar a falta de transparência e fazer campanha pela abstenção.

Secretário municipal é preso por fraude no Enem

Um secretário municipal de Saúde de uma cidade cearense não divulgada é um dos quatro presos temporários pela Operação Embuste feita neste domingo (6), pela Polícia Federal (PF). O secretário, que não teve o nome revelado pela PF, fazia as provas de Linguagens, Redação e Matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em uma universidade, no centro de Fortaleza com pontos de escuta.
Os policiais federais flagraram o fraudador com o equipamento espalhado pelo corpo ligado a fones de ouvido. Levado à Superintendência Regional da PF em Fortaleza, foi preso e está à disposição da Justiça Federal.
Segundo a PF, a Operação Embuste é um trabalho conjunto dela com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério Público Federal (MPF).

Enem teve prejuízo de 15 milhões com adiamento de provas

A do Enem prova voltará a ser aplicada nos dias 3 e 4 de dezembro para os que estavam inscritos para fazer o exame em uma das 405 escolas ocupadas em protesto contra a proposta de reforma do ensino médio e a PEC que limita o aumento dos gastos públicos.
O Ministério da Educação estima um prejuízo de R$ 15 milhões, custo da nova aplicação. Segundo a presidente do Inep, Maria Inês Fini, o governo vai reutilizar 78 toneladas de papel que deixaram de ser aproveitados neste fim de semana. O MEC, no entanto, ainda não sabe quanto vai conseguir economizar com esta reciclagem.

Um terço das obras de presídios do Brasil está paralisada

celasEnquanto a superlotação produz rebeliões, fugas e mortes em presídios pelo país, a construção de cadeias com recursos do governo federal segue a passos lentos. Segundo O Globo, uma em cada três obras está paralisada, aponta relatórios do Ministério da Justiça analisados pelo GLOBO. São 115 empreendimentos no total, mas 15 não chegaram nem a ser iniciados e 42 (36% do total) contam com menos de 10% do projeto executado. A data dos contratos mostra a lentidão crônica: o mais antigo é de 2006 e o mais recente, de 2013.
No total, as obras financiadas pela União, em parceria com os estados, envolvem R$ 1,2 bilhão de recursos federais para gerar 46,4 mil vagas. Não é suficiente para zerar o déficit atual, de cerca de 250 mil vagas, mas representaria um alívio no cenário de tensão carcerária que atinge todas as unidades da Federação. O governo coloca a responsabilidade pelos projetos emperrados nos estados. Os gestores locais, por sua vez, cobram mais recursos e menos burocracia.
Diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça, Marco Antônio Severo nega que falte dinheiro para tocar as obras. Ele afirma que as causas mais frequentes de lentidão e paralisação das construções são licitações mal feitas pelos estados, inadequação do local apontado para receber a penitenciária, projetos de engenharia com problemas, mudança de governo e até a crise econômica, que tem levado empresas a abandonar os empreendimentos.

Pesquisa: 69% desaprovam invasões a escolas

Levantamento feito pelo Paraná Pesquisa revela: 69% da população rejeita as invasões às escolas públicas em todo o país. Realizada entre os dias 1 e 3 de novembro, durante o período de “desocupação” dos órgãos públicos, a pesquisa também indica que 84,2% acreditam que os estudantes deveriam “desocupar as escolas e adotar outras formas de se manifestar”. Apenas 28,3% concordam com as invasões.
Segundo a pesquisa, 66,1% acreditam que “motivações políticas” e “partidos políticos” estão por trás do movimento de invasões. Apesar de a maioria não concordar com as invasões às escolas, 62,2% consideram “válidos” os motivos que levaram os estudantes a protestar.
Para 21,6% dos entrevistados são desconhecidos os motivos dos alunos para invadirem escolas públicas no Brasil. O Paraná Pesquisa entrevistou 1.418 pessoas em 68 municípios do Paraná entre os dias 1 e 3 de novembro. A margem de erro é de 2,5%.
Cláudio Humberto

Auditoria: pagamento irregular a juízes do trabalho

IMAGEM_AGENDA_5Auditoria realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) aponta que os 24 tribunais regionais do país descumpriram normas legais em relação a férias de juízes e desembargadores.
Nos casos mais graves, cinco TRTs pagaram a 335 magistrados, de 2010 a 2014, o total de R$ 23,7 milhões a título de indenização, ou seja, a conversão em dinheiro de férias não usufruídas.
A Lei Orgânica da Magistratura Nacional “não prevê a possibilidade de conversão de férias não gozadas em pecúnia [dinheiro]”, registra o relatório da auditoria.