6 de dezembro de 2016

Narrativa dos “avanços sociais de Fidel” vale tanto quando um peido

A conversa mole dos socialistas não tem fim. Em relação a Cuba, não param de dizer que o país “teve avanços socais da saúde e na educação”.
Porém, antes de prosseguirmos vejamos esta lacrada de Demétrio Magnoli (que é um social democrata), acabando com este mito no texto “Cuba pré-castrista tinha saúde e educação notáveis como os atuais”:
Na sua capa, à guisa de epitáfio, a Folha (27/11) ofereceu a Fidel Castro uma espécie de absolvição histórica: “A ditadura é reconhecida por ter melhorado as condições de saúde e educação na ilha caribenha”. O mito da ditadura benigna emergiu, em formulações similares, nas declarações de FHC e José Serra, refletindo um consenso dos que, ao menos, recusam-se a elogiar fuzilamentos sumários ou o encarceramento de dissidentes. Temo estragar a festa contando um segredo de Polichinelo: a Cuba pré-castrista exibia indicadores de saúde e educação tão notáveis quanto os atuais.
Fulgêncio Batista dominou a política cubana durante um quarto de século, até a revolução de 1959. Em 1937, no seu segundo ano de poder, instituiu o salário mínimo e a jornada de oito horas, antes do Brasil (1940) e de qualquer país latino-americano. No início da segunda década da “era Batista”, em 1955, a taxa de mortalidade infantil em Cuba (33,4 por mil) era a segunda menor na América Latina.
O embargo econômico dos EUA contra Batista (sim, Batista!) começou em 1957. Naquele ano, a taxa de mortalidade infantil cubana (32 por mil) estava entre as 13 mais baixas do mundo, perto da canadense (31) e menor que as da França (34), Alemanha (36) e Japão (40). Atualmente, segue baixa, mas já não está entre as 25 menores do mundo. No mesmo ano, Cuba aparecia como o país latino-americano com maior número de médicos per capita (um por 957) e a maior quantidade de calorias ingeridas por habitante (2.870).
Enquanto promovia centenas de execuções sumárias, o regime castrista conduziu campanhas de alfabetização rural tão inúteis quanto o Mobral de Emilio Médici. Como no Brasil, o analfabetismo reduziu-se quase à insignificância pelo efeito inercial da universalização do ensino básico. Mas Cuba partiu de patamar invejável: as taxas de alfabetização de 1956, quando os guerrilheiros chegaram à Sierra Maestra, colocavam a ilha na segunda posição na América Latina (76,4%), bem à frente da Colômbia (62%) e do Brasil (49%). Todas essas estatísticas estão na série da anuários demográficos publicados pela ONU entre 1948 e 1959, hoje disponíveis na internet. O jornalismo prefere ignorá-las, repercutindo a cartilha de propaganda castrista.
Batista fugiu para a República Dominicana no Ano Novo de 1959. Se, na época, a Folha aplicasse o critério que usa para Fidel, teria escrito que a ditadura de Batista “é reconhecida por ter melhorado as condições de saúde e educação na ilha caribenha”. Por sorte, não o fez: Cuba não foi salva por Fidel nem pelo tirano que o precedeu. Médicos cubanos realizaram a primeira anestesia com éter em terras latino-americanas (1847), identificaram o agente transmissor da febre amarela (1881) e inauguraram a pioneira máquina de raio-X da América Latina (1907). Antes de Batista, em 1931, a taxa de mortalidade geral cubana (10,2 por mil) era menor que a dos EUA (11,1).
Governos têm importância menor que a “história profunda”. Nos tempos coloniais, Cuba foi a “joia da coroa” espanhola no Caribe, um dos mais dinâmicos centros hispano-americanos, atraindo uma numerosa elite econômica e intelectual. A excelente faculdade de Medicina de Havana, os hospitais e as escolas do país nasceram no mesmo solo cosmopolita que produziu José Martí, apóstolo da independência, a Constituição democrática de 1940 e o Partido Ortodoxo, berço original do grupo revolucionário liderado por Fidel. Dia e noite já se sucediam em Cuba antes do triunfo final da guerrilha castrista, na Batalha de Santa Clara.
Frei Betto dirá que a presciente ONU falsificou preventivamente as estatísticas colhidas na era pré-revolucionária para presentear o imperialismo ianque com torpes argumentos anticastristas. Apesar dele, os malditos anuários teimam em narrar uma história inconveniente. Hasta siempre, Comandante!
Enfim, lá se vai mais uma narrativa socialista que tenta justificar o injustificável.
Para piorar, dar saúde e educação para um povo escravizado, que só pode sair do país pela via da fuga, é o mesmo que nada. Por exemplo, fazendas de criação também garantem a alimentação de vacas e porcos, que serão assassinados. Os porcos são muito bem alimentados. A pergunta é: e daí, se o que interessa para esses animais é a liberdade? Se eles não tem liberdade, não há mérito nenhum em “dar o alimento” aos porcos.
Como li no site Geração de Valor, o povo cubano recebe saúde e educação, mas não vivem de forma diferente do que os animais em um zoológico. Todos os animais do zoológicos prefeririam a liberdade, se pudessem escolher.
Tal como visto no texto de Magnoli, é uma baita mentira mencionar os “avanços sociais” em Cuba. Mas mesmo que esses avanços sociais tivessem existido, isso não seria mérito algum, pois o povo não possui liberdade. É hora de começarmos a fazer socialistas passarem vergonha se vierem com a conversinha dos “avanços sociais em Cuba”.
Ceticismo Político

Conheça a arquitetura da manobra de Marco Aurélio Mello, do STF, para beneficiar o PT

As coisas chegaram a um ponto em que já não é possível ignorar os fatos. Como já se sabe, de forma monocrática o ministro do STF Marco Aurélio Mello (foto) requisitou ontem (5) o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado. Hoje, Renan se recusou, com razão, a cumprir a notificação, uma vez que a decisão de afastamento do presidente do Senado cabe… ao Senado.
Mas qual é a jogada por trás disso? Basta ligarmos os pontos, oras.
O partido requerente da ação é o Rede, linha auxiliar do PT. Marco Aurélio Mello se tornou um dos ministro do STF ícones das decisões em favor do PT. O vice-presidente do Senado, diretamente beneficiado pela decisão de Mello, é Jorge Viana, do PT.
Enquanto isso, o STF está doido pela manutenção dos supersalários e privilégios. Uma forma de mantê-los seria atender à agenda do PT de destruição intencional da economia do país, recusando-se a aprovar a PEC do Teto. Mas quem poderia barrar a PEC do Teto senão Jorge Viana?
O fato é que agora Marco Aurélio Mello vai para o olho do furacão das suspeitas neste caso, e não adianta que o STF confirme sua decisão amanhã, uma vez que Renan poderá impetrar recurso.
Claro que exigimos a saída de Renan Calheiros, mas não pelas mãos de gente como Marco Aurélio Mello, mas sim do Senado, e tudo de acordo com os procedimentos e trâmites normais, como exige o Estado de Direito.
Em tempo: uma dica dos auditores de fraudes é mapear quem se beneficia com as manobras. Nesse caso, o mapeamento está bem fácil.

Renan x STF: é guerra

Nosso país está sinceramente desgovernado. Temos a impressão que quem governa é o STF. A que ponto chegamos com tantos políticos legislando em benefício próprio, enquanto o povo a deriva não sabe mais a quem recorrer. Pois, pior que tirar o Renan é imaginar o Tião Viana do PT no lugar dele. Lamentável. A pergunta que não quer calar: porque só agora que o Renan e cia começaram a falar dos super salários do judiciário eles resolvem afastá-lo? Seria retaliação?