12 de fevereiro de 2017

Veja porque os tangaraenses estão agradecendo aos céus pelas intensas chuvas registradas no município


POR DORJIVAL SILVA

A vida é assim mesmo. Enquanto uns choram, outros ganham vendendo lenço.

Veja o caso de Tangará da Serra que em 2016 passou pela pior crise hídrica de sua história.

Naquele ano, sem água potável para o consumo da população urbana, o município viu seu povo saindo às ruas reclamando, chorando, pedindo por todos os meios que a situação fosse resolvida.

Unidos, estado e município se desdobraram para não deixar os moradores sofreram ainda mais. Defesa civil entrou em ação, carros pipa foram utilizados, etc, tudo para matar a sede do povo.

Precavido, o prefeito Fábio Martins Junqueira (PMDB) iniciou escavações de vários reservatórios para acumulação de água no período chuvoso que estaria por vir.  Assim, com a possibilidade de garantir maior vazão ao Rio Queimá Pé que leva água a Estação de Tratamento responsável pelo abastecimento da cidade. 

Olha só no que deu! Esses reservatórios estão cheios, quase atingindo a capacidade máxima de acumulação do preciso líquido.

Nestes dias em que cidades vizinhas estão a reclamar pelo grande volume de água caída em seus territórios, a população de Tangará da Serra está de joelhos agradecendo aos céus pela intensa precipitação pluviométrica registrada.

Se nos municípios vizinhos a chuva está causando dores, sofrimento, alagamentos e desalojamentos de centenas de famílias, no solo tangaraense, as mesmas chuvas estão chegando para garantir à população que o abastecimento não será prejudicado em 2017. 










Chuvas em Barra do Bugres deixa Defesa Civil em alerta, ribeirinhos e produtores rurais sob tensão


Relembrando o que aconteceu há quatro anos atrás, quando nesta mesma época do ano o período de chuvas castigou todo o município de Barra do Bugres, a quantidade de chuvas torrenciais que vem ocorrendo neste ano de 2017 coloca medo novamente naqueles que mais sofreram com a situação: a população ribeirinha e os produtores rurais.

Na época, estradas como a que leva até o assentamento Cabaças chegaram a registrar alagamentos que se estenderam em até 1.000 metros em determinado trecho da estrada. As consequências foram carros atolados, ônibus escolares praticamente com o chassi enterrado esperando dias até que fossem guinchados, aulas interrompidas, famílias de ribeirinhos resgatadas, produções inteiras perdidas, animais ilhados e sem alimentos e, muito, mais muito trabalho para o poder público, inclusive para a Defesa Civil. Transporte de gado comprometido, caminhões atolados em estradas vicinais intransitáveis, enfim, um caos total. O município parou.

Neste ano de 2017 as chuvas começam a mostrar que novamente aquela situação poderá se repetir, porém, uma Defesa Civil atuante está instalada no município e ainda com relatórios estudados sobre os pontos mais críticos no município que poderão aliar a estratégia de ação preventiva.


Barra do Bugres, tem centenas de quilômetros de estradas vicinais e junto centenas de pequenos produtores rurais que estão tensos diante da intensidade das chuvas que começam a aumentar e mostrar que tudo poderá se repetir, porém, com menos consequências desastrosas para homens, animais e para a economia do município.

Chuvas deixam alagamentos e desalojados em Campo Novo do Parecis - Veja fotos








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