12 de maio de 2017

Conheça o frigorífico que estava vendendo carne podre na região noroeste de Mato Grosso

Um frigorífico de suínos foi interditado, em Juína, a 737 km de Cuiabá, por crime contra a relação de consumo após encaminhar animais mortos durante o transporte para a fabricação de embutidos. A irregularidade foi identificada por técnicos do Sistema de Inspeção Municipal (SIM) no setor de abate, no dia 4 deste mês, e, desde então a unidade, que atua no abate de suínos, está interditada, segundo o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, João Manuel de Souza Peres.
Os fiscais disseram, no relatório de inspeção que foi encaminhado à secretaria de Agricultura, que a carne de quatro porcos apresentava mau cheiro. "Essa carne foi descartada, sem a necessidade de análise, já que o veterinário identificou que a carne não poderia ser consumida", informou o secretário.
Após o flagrante, a Vigilância Sanitária do município recolheu todos os produtos dessa marca, como linguiça, salame e outros embutidos, dos estabelecimentos comerciais.
O secretário afirmou que a liberação vai depender das medidas que o frigorífico tomar para sanar as irregularidades apontadas pela equipe. "No máximo em 30 dias eles devem sanar as irregularidades", disse.
De acordo com o secretário, a irregularidade foi descoberta por um fiscal que chegou na unidade mais cedo que o horário de costume. "Esses animais que já estavam mortos nem deveriam ter entrado na sala de abate. O fiscal chegou um pouco mais cedo do horário de abate e flagrou a irregularidade", contou o secretário.
Quatro animais morreram durante o transporte (Foto: Secretaria de Agricultura de Juína-MT/ Assessoria)
Os animais foram transportados em um caminhão, que quebrou a caminho do frigorífico. Parte deles morreu durante o percurso e, mesmo assim, seriam utilizados na fabricação de embutidos. O secretário disse que o fiscal percebeu que a carne estava com mau cheiro e questionou os funcionários, que relataram que os animais seriam encaminhados para a indústria de embutidos.
Nesse caso, a orientação é encaminhar a carne para a reciclagem de resíduos frigoríficos e não destiná-la para o consumo, explicou Peres.
Ele disse que, antes disso, não houve nenhum flagrante de animais mortos em outro local nesse frigorífico, considerado de pequeno porte. São abatidos entre 20 e 30 suínos por dia na unidade.

Lula e Dilma completamente destruídos com delação de João Santana. Dois expresidentes vão ser presos

O depoimento do marqueteiro João Santana é o mais devastador de todos os feitos até aqui contra os ex­presidentes Lula e Dilma. O estrago provocado pelo publicitário é um dos mais profundos justamente pelo fato de consolidar praticamente todas as denúncias que pesam contra Lula Dilma e o PT no âmbito da Lava Jato. 

A cúpula do partido se reuniu em caráter de emergência no final desta tarde que quinta­feira. Até então, estavam todos convencidos de que João Santana e Monica Moura haviam poupado Lula e Dilma em seus depoimentos anteriores. As revelações feitas pelo casal à Justiça esta semana caiu feito uma bomba no partido e todos consideram que as consequências das revelações serão incontroláveis. O casal de marqueteiros confirmou que Lula e Dilma comandavam pessoalmente todo o esquema de corrupção que irrigou as campanhas do PT desde 2006 e que os crimes de lavagem de dinheiro se intensificaram durante o governo Dilma.

Lula era o coordenador do esquema criminoso que era conduzido pelo ex­ministro Antonio Palocci. Segundo João Santana, a palavra final era sempre de Lula. O marqueteiro falou sobre momentos críticos no fluxo de pagamentos de despesas de campanha e dava o "alerta vermelho" a Lula e depois a Dilma. 

Sem dinheiro para pagar prestadores de serviço, João Santana chegou a ameaçar interromper os trabalhos que prestava a Dilma. "Este tipo de alerta foi feito com Lula, em duas ocasiões: no final do primeiro turno de sua reeleição e, especialmente, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno. Lula, então pressionou Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, que colocou a empresa Odebrecht no circuito."João Santana confirmou que o ex­ministro Palocci tinha poder quase absoluto sobre o fundo de caixa dois do PT gerido pela Odebrecht.