27 de agosto de 2019

Globo Rural: Grupo de WhatsApp contratou motoqueiros para incendiar floresta


O “Dia do Fogo”, que provocou o recorde de queimadas em Novo Progresso e Altamira, no Pará, nasceu dentro do grupo “Jornal A Voz da Verdade”, no aplicativo Whatsapp, segundo apurou a Revista Globo Rural.

O grupo tem 246 participantes ativos entre produtores rurais, grileiros, sindicalistas e comerciantes do município de Novo Progresso. Desses, 70 aprovaram os planos do “Dia do Fogo”. Esses 70 formaram outro grupo, criado pelo comerciante Ricardo De Nadai, batizado de “SERTÃO”, uma alusão ao nome de seu estabelecimento comercial (a loja Sertão Agropecuária). O novo grupo ganhou mais 10 membros e fechou com cerca de 80.

O principal objetivo deste segundo grupo (SERTÃO) era incendiar, no dia 10 de agosto, áreas de matas e terras devolutas, fazendo o fogo avançar sobre a Floresta Nacional do Jamanxim, uma reserva de 1,3 milhão de hectares conhecida pela sua rica biodiversidade. A ideia era alcançar a Terra do Meio, área de conflitos agrários na Amazônia.

No dia 10 de agosto, o “Dia do Fogo”, motoqueiros contratados pelo grupo circularam pelos distritos localizados às margens da BR-163 ateando fogo no capim seco dos acostamentos. Nessa época de seca, a vegetação das margens é combustível fácil. As chamas chegaram a interromper o trafego da rodovia em vários trechos.

O fogo se alastrou queimando cercas e ameaçando atingir as moradias. Todos que estavam em suas casas nas vilas ao redor da BR naquele dia avistaram esses homens de capacete ateando fogo. O crime foi realizado também no município vizinho de Altamira, recordista de desmatamento e queimadas do Brasil neste ano, e se estendeu até ao Distrito de Cachoeira da Serra.

Fonte: Globo Rural

Bolsonaro nega ofensa à mulher de Macron


Jair Bolsonaro disse hoje a jornalistas que não ofendeu Brigitte Macron, mulher do presidente da França, Emmanuel Macron.

“Eu não botei aquela foto. Alguém que botou a foto lá e eu falei para ele não falar besteira. Não quero levar para esse lado. Questão pessoal, familiar, eu não me meto.”

Relatório da Previdência é apresentado no Senado


O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) entregou, nesta terça-feira (27), o relatório sobre a reforma da Previdência para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e para a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), no gabinete da presidência.

Em entrevista coletiva, ele adiantou que propôs a retirada de alguns pontos do texto da PEC 6/2019 aprovada na Câmara.

As mudanças no pagamento de Benefício de Prestação Continuada (BPC) e no valor do pagamento da pensão por morte são alguns desses pontos. A supressão das alterações dos benefícios não implica volta do texto à Câmara dos Deputados. De acordo com Tasso Jereissati, com as alterações que ele fez, a economia que a reforma gerará para o governo passará de R$ 930 bilhões para R$ 1,350 trilhão.

Tasso também sugeriu a adesão de estados e municípios às novas regras por meio de uma PEC paralela, que ainda precisará de 27 assinaturas para começar a tramitar como proposição autônoma.