Usuários de ônibus de MT ficam a mercê da sorte

O sistema de transportes intermunicipais de Mato Grosso é péssimo. Basta darmos uma olhada nos ônibus que param diariamente na estação rodoviária de Tangará da Serra para comprovação. Verdadeiras carroças ambulantes com cheiro horrível, latas velhas caindo aos peçados guiadas por motoristas mal humorados é que mais têm. Até quando?

Em consequência dessa lataria ambulante ainda está percorrendo nossas péssimas estradas, nos municípios mais distantes da capital é detectada alta incidência de atuação ilegal. De acordo com a Ager, a clandestinidade tem crescido largamente nas regiões de Cáceres, Juína, Tangará da Serra, Colniza e Aripuanã.

Os usuários ficam à mercê da sorte. “Há irregularidades tanto dos que atuam de forma clandestina, quanto das empresas com contrato”, relata Márcia Vandoni, chefe da Ager.

Como os contratos de concessão são antigos e defasados, pouco há o que se cobrar das empresas concessionárias. “Os contratos são falhos, o que causa uma situação muito complicada para o setor", diz.

"Os documentos afirmam que o serviço tem que ser bem prestado, mas isso é muito subjetivo”, avalia a diretora da Ager. Além disso, as tarifas, os direitos e garantias e obrigações dos usuários, e do concessionário, e outros itens deveriam estar previstos no documento.

Treze empresas são responsáveis pela realização de 108 linhas convencionais no Mato Grosso, sendo que cada itinerário corresponde a um contrato diferente, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Setromat).

Existem ainda 45 contratos de transporte alternativo, realizado por vans, e 82 de linhas precárias, que compreendem locais onde não há empresas concessionárias atuando. Em alguns casos, a idade média da frota ultrapassa 10 anos, o que chega a colocar em risco até mesmo a vida dos usuários.

"O carro é ruim de freio, de farol, de tudo. Todo dia eles quebram na estrada. Tem uns que são muito velhos, de 97. Isso porque a gente roda mais de 150 mil quilômetros por mês. Além de ser motorista, precisamos ser mecânicos”, denuncia um funcionário da TUT Transportes que não quis se identificar.

Honestamente, ninguém merece tamanho descaso! Mais uma vez: até quando?

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