Três contradições e uma omissão na CPI ameaçam Cunha

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Prestes a ser encerrada sem pedir o indiciamento de políticos, a CPI da Petrobras virou um campo minado para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Não pelo que a comissão parlamentar de inquérito investigou. Mas pela possibilidade de Cunha ter mentido para os colegas no colegiado – hipótese que configura quebra do decoro parlamentar e abre caminho para a cassação do mandato.
Segundo o Congresso em Foco, as investigações em poder da Procuradoria-Geral da República apontam, pelo menos, três contradições e uma omissão no depoimento prestado por Cunha à CPI, no dia 12 de março. Apenas uma declaração – a de que tinha conta na Suíça – foi utilizada pelas bancadas do Psol e da Rede e outros 40 parlamentares na representação contra o presidente da Câmara.
Além da negativa, desmontada pela descoberta da existência de contas em seu nome e de familiares no país europeu, pelo menos outras duas declarações do presidente da Câmara à CPI foram derrubadas pela Operação Lava Jato até o momento: a de que o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, não tinha qualquer relação com o PMDB no esquema de corrupção da Petrobras e a de que jamais recebeu vantagem ilícita em troca de contratos na empresa. Um outro ponto também ameaça Cunha, o seu silêncio de outro questionamento: se tinha participação em empresas offshore em paraíso fiscal.

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