Juíza federal “detona” a AL/MT em decisão que negou liberdade ao ex-deputado estadual José Riva

Em decisão que negou a liberdade ao ex-deputado estadual José Riva, a juíza Selma Rosane de Arruda, responsável pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, desqualificou a Assembleia Legislativa.

Para ela, ficou nítido durante a fase de instrução da ação penal oriunda da Operação Imperador, que a Casa de Leis era “palco de verdadeira farra com o dinheiro público”, durante o período em que o ex-parlamentar esteve à frente do Parlamento.

“A instrução também carreou para o processo, contudo, a triste realidade vivida pelo Poder Legislativo de Mato Grosso, quando esteve sob o comando do réu: a falta de espírito republicano e o uso corriqueiro da coisa pública como se pertencesse ao acusado e a seus pares e como se servisse apenas a seu próprio benefício”, disse a magistrada em trecho da decisão proferida na última sexta-feira (19).

As declarações da magistrada se embasam nos depoimentos prestados pelos deputados estaduais arrolados para atuar como testemunha de defesa no processo.

Para ela, a oitiva dos parlamentares deixou claro que a Assembleia Legislativa bancava ações ilícitas como, patrocínios de eventos, festas, enterros, cessão de material de expediente e de maquinários para fins particulares.


“Estes eram fatos corriqueiros, como se depreende das oitivas das testemunhas e do próprio interrogatório do acusado. Mais do que isto, a instrução logrou comprovar que embora os fatos narrados na denúncia não sejam, deveras, contemporâneos, o modo de tratar a coisa pública pouco ou nada mudou de lá para cá: as testemunhas arroladas pela defesa vieram a Juízo para declarar que aquela Casa era palco de verdadeira farra com o dinheiro público”, constatou Selam Rosane. (K.A)

Postagens mais visitadas deste blog

Conheça os cinco traficantes presos neste domingo pela Polícia Federal em Tangará da Serra

Sábado com acidente fatal na BR 364 próximo a Diamantino

Cecilia Gabriella,15 anos, é morta com 22 facadas em Campo Novo do Parecis