18 de fevereiro de 2008

E-mail de um professor para o Diário de Tangará

Por Wilian Xavier

O que não deve e o que deve mudar na educação

Tem algumas coisas que nunca mudam. No turbilhão de transformações deste universo em que vivemos sabemos que o amor não tem limites, que a paz faz bem para a nossa alma, que o nosso futuro é um reflexo do que estamos fazendo agora, que as dores que vamos sofrer no futuro estão sendo fabricadas com a nossa má vontade, com a maldade e com o julgamento inconsistente baseado no costume de achar isso ou aquilo.

O mundo está repleto de coisas ruins e cabe a nós diminuirmos esse cenário e não aumentar o fluxo de irradiação química negativa em nosso universo. Os fatos que vêm ocorrendo em nosso planeta podem sim ter muito da parcela de culpa pela nossa negatividade que constantemente vem sendo irradiada. Essa exposição constante nos remete a “LEI DA ATRAÇÃO” que pode ser positiva ou negativa dependendo do tipo de irradiação liberada na nossa vida e no nosso universo.

Essa lei responde ao nosso pedido: se pedirmos coisas boas irradiando otimismo receberemos bons fluidos que nos aproximarão de fatos e coisas boas, porém se irradiarmos coisas ou pensamentos negativos receberemos coisas e fatos negativos.

Já está passando a hora de imaginarmos coisas e fatos positivos para a Educação em nosso Estado. Reclamar, sabotar, pisar duro e provocar situação de conflito não esta revertendo o quadro negativo progressivo que se encontra a Educação no Mato Grosso e muito menos no resto do Brasil.

Não digo que é para ficarmos parados esperando sem fazer nada, mas é chegada a hora de mentalizar e irradiar pedidos e pensamentos para o nosso universo repletos de coisas boas para a Educação e aos Profissionais do nosso Estado.

O muro das lamentações está do outro lado do oceano, os campos de concentração não existem mais, promessas religiosas que exigem sacrifícios subumanos nem são bem vistas pelos religiosos muito menos por São Pedro.

Assim sendo, eu sei que as coisas não vão acontecer de uma hora para outra, temos que colocar em nossas mentes que vai dar certo, que podemos mudar alguma coisa, que podemos ajudar, que temos de estudar mais, que um dia vamos superar esse problema, que os desafios maiores serão ultrapassados e vencidos com maior eficiência.

Não é mais possível continuar repetindo as lamentações que escuto há dezessete anos: isso não vai dar certo, já vi isto antes, já escutei esse papo furado, isso é coisa do governo, não vai ter aumento! Salário que é bom nada! Isso é modismo!

A mudança principal terá que ocorrer na de postura de cada um de nós. Sabemos que é ser possível, basta querer, e se tivermos em nossas mentes o que não queremos, para onde não queremos ir, o que não pode mais acontecer, vai ficar muito mais fácil saber para onde queremos ir e o que queremos fazer com maior clareza e objetividade.

Professor Esp: Wilian Xavier - Professor do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação do Estado do Mato Grosso Pólo de Tangará da Serra - MT

Um comentário:

  1. Existem equívocos históricos, metodológicos, políticos e científicos no posicionamento do professor Willian Xavier.
    Na base de seus argumentos, a solução para as questões da educação poderiam ser resolvidas apenas com com pensamento positivo, com os bons fluidos do universo.
    Na prática, educação é um ato político de estado e de sociedade. Negá-los é afirmar que a mitologia grega foi a única experiência literária capaz de explicar as dores e os prazeres humanos; é negar, por exemplo, que com a criação de Hércules, um semideus, a humanidade passou a enfrentar e a combater "os deuses" que determinavam o destino dos homens e das mulheres.
    Eu sou educador. Sou Político. Faço política educacional. Rezo, assim como rezam os judeus, os mulçunados, os indús, os budistas, os pentecostais. Mesmo rezando, cultuando um pouco do pensamento e da cultura mítica,faço-a com uma diferença, qualidade da educação e política educacional nada tem a ver com fluídos, com os cosmos, ou com os astros.
    Baixos salários, ausência de política de formação inicial de professores nada tem a ver com a conspiração do cosmo ou dos deuses que regem o ensino.
    Agora, algumas perguntas. dizem que perguntar não ofende, não dói:
    - A política de formação continuada em curso em Mato Grosso, em Tangará da Serra, está contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino? Está garantindo formação continuada aos professores?
    - A formação continuada se propõe a compreender as causas e as consequencias do fracasso escolar?
    Compreende e interpreta as políticas educacionais em curso?

    Rodney Garcia. Tecnico em Gestao Educacional. Professor da Educação Básica. Consultor em Assuntos Educacionais. email: rdngarcia@gmail.com

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