5 de março de 2008

Tangará Repórter celebra três anos no ar

O site Tangará Repórter celebra dia 29 deste mês seu terceiro aniversário.

Três anos de muitas publicações e prestação de serviços a Tangará da Serra e Estado de Mato Grosso.

Antecipadamente, nossos sinceros agradecimentos por suas constantes visitas.

O Tangará Repórter tem a notícia que interessa a todos.

Aproveite agora, faça uma visita e fique bem informado (a).

Carlos Santos: o articulista político do RN

O jornalista potiguar Carlos Santos tem me mantido o tempo todo informado dos mais recentes acontecimentos em minha terra natal: Mossóró e Rio Grande do Norte.

Carlos tem um super saite e merece ser conhecido também no Mato Grosso.

Quando dei meus primeiros passos no jornalismo em 1989, Carlos já era veterano. Seus textos publicados no Jornal Gazeta do Oeste onde ocupava o cargo de diretor de jornalismo e comentários na Rádio Difusora de Mossoró, onde eu era redator e repórter muito me inspiraram para ser o profissional que hoje sou.

Escritora envia e-mail comentando divulgação de sua literatura em São J. do Rio Claro

"Dorjival Silva

Estive durante a semana que passou, em São José do Rio Claro, localizada à 310 km da capital Cuiabá. A cidade simples abriga 17.000 habitantes, com uma grande diversidade de origens. Sua população é de uma receptividade sem igual (senti-me lisonjeada com tanto carinho e respeito).

São José já foi conhecida como a capital nacional da borracha, e hoje, o desenvolvimento agrícola e turístico, estão em maior evidência, e a Pousada Jardim da Amazônia recebe semanalmente entre 15 e 20 suecos, além de outros turistas de vários países.

O Festival Matrinxã do Brasil acontece todos os anos no mês de agosto às margens do Rio Arinos com um público divertidíssimo também de cidades vizinhas e de outros estados.

Além da Tv Record a cidade conta com uma rádio AM e outra FM( Evangélica), e o Jornal Rio Claro Notícias.

Assim que cheguei na cidade, fui convidada a participar do programa da TV Record- Cidade Urgente- que vai ao ar às 18h30min diariamente.

A intenção do apresentador era de um bate-papo poético e que eu falasse da literatura tangaraense e seus escritores, e assim foi...

Tive então a oportunidade de falar de Sanas Loucuras, minhas inspirações para escrever e também de onde surgiu meu trabalho, citei o professor Robério Barreto que incentivou a publicação dos meus poemas, e também citei nomes dos nossos grandes poetas como – Dante Gatto, Moisés Bispo do Santos, além de nossos escritores teóricos como Carlos Edinei, e você Dorjival, como além de escritor também jornalista.

(Perdoem-me, os que esqueci de mencionar...Em outras oportunidades farei isso). Foi prolongado e proveitoso nosso bate-papo em que nossa literatura tangaraense foi bem lembrada e elogiada, pois merece todo respeito e admiração não só por leitores de nosso município, mas inclusive nacionalmente.

Fiquei imensamente feliz pela oportunidade de divulgar nossos trabalhos. Obrigada Marcos Puntel, Adilson Correia, Secretaria de Educação e a todo pessoal da TV Record Canal 4."

Rejane Tach é escritora e poetisa tangaraense.

NOTA DO BLOG: parabéns por sua dedicação à literatura! Seu trabalho já ultrapassou as barreiras nacionais. O mundo aprecia sua escrita, assim como este professor, profissional de comunicação.

Bióloga envia e-mail para o blog comentando a dengue no MT

"Dorjival, bom dia!

Estou lendo teu comentário sobre “Quase 20 mil casos de dengue em Mato Grosso” e devo te dizer: Estes números estão longe de serem exatos, a subnotificação é muito grande, milhares de casos ficam sem registro (a falta de acesso a sorologias e atendimento ajuda a aumentar a falta de dados corretos).

No seu comentário, de 14 casos sete evoluíram para cura e sete foram a óbito, isto é muito grave! E isto é reflexo de uma SAUDE PUBLICA descompromissada com a população e vem do órgão federal, passa pelo estadual e deságua na saúde municipal.

Veja:na Saúde Federal, Estadual e Municipal as pessoas estão OCUPANDO CARGOS, apenas isto. E a Saúde que temos é esta ai que se apresenta nos últimos 20 anos, com o retorno de vetores e muitas mortes..."

BEATRIZ ANTONIETA LOPES
BIÓLOGA com especialização em ENTOMOLOGIA MÉDICA
bia_utopia@yahoo.com.br ou bialolara@gmail.com

NOTA DO BLOG: Todos nós lamentamos muito o fato de as autoridades públicas encobrirem sempre os números reais de algumas endemias. Você observou muito bem quando disse que os casos de dengue no Mato Grosso são superiores aos divulgados. Obrigado pela colaboração.

As palavras e seus valores históricos, científico e cultural

Por Rodney Garcia

O pensamento positivista, ciência, é a síntese da negação dos elementos sociais, culturais, políticos, econômicos, formativos nos elementos determinantes de determinados como sendo educação, qualidade de educação. Assim, ao optar por pressupostos positivistas, enquanto método e metodologia, o individuo, de cara, está assumindo que os problemas da educação estão vinculados apenas aos resultados finais, aos provões; às qualificações técnicas que afirmam ser 2+2=4, aqui e em qualquer lugar do mundo, como solução para os problemas que afligem os educadores, os movimentos populares, e, pasmem, até os governos.

Porém, ao se apegar ao método positivista para explicar a suposta lógica pretendida para a excelência e a eficiência em educação, o defensor dessa prática comete um erro grave: a própria matemática admite que pode ser desenvolvida operações do tipo: -3+2-5 X 1,4... Ou, em um raciocínio mais simples: 2,1+2,2 +2,3 –1,4 –1,5... Ou seja, entre dois e três, de acordo com a matemática, tem muita coisa que pode não resultar apenas em quatro, como querem os cartesianos.

Bom, não me propus a discutir matemática. Como também não me proponho a compreender a educação, a qualidade da educação, a partir de pensamentos positivos, carregados de energias positivas. Energias irradiadas do cosmos. Tenho muito respeito e admiração pelo trabalho dos gnósticos, aqueles que trabalham com as energias do cosmo. São muito bons, enquanto medicina alternativa, construída a partir do senso comum.

Agora, afirmar que a qualidade da educação “[...] é conspiração de alguns professores que nunca estão satisfeitos com eles mesmos [...],”conforme artigo vinculado neste blog em 27/02/08, é um tanto quanto temerário. Temerário porque parte de pressupostos que vão contra a ética profissional e, mais que isso, ao afirmar tal pressuposto evidencia, de quebra, a inoperância do Estado, enquanto agente proponente e fiscalizador das políticas educacionais e de formação continuada.

A matéria vinculada em 27/02/08, ao apresentar como retórica que “[...] alguns professores que nunca estão satisfeitos com eles mesmos [...],” me obriga a perguntar: o que é estar satisfeito consigo mesmo? Seria um sentimento de inquietação, próprio da condição humana? Ou, seria uma tendência de não vida?

Eu, por exemplo, não estou satisfeito comigo mesmo. E esse sentimento me move sempre a buscar novas respostas, a perceber novos paradigmas para antigos paradoxos. E a minha insatisfação exige que eu tome atitudes para resolver problemas básicos de leitura e interpretação de alunos que estão na terceira fase do segundo ciclo, ou sexto ano, ou quinta série. Se a insatisfação de alguns professores, presumidos no artigo em questão, for esta, beleza. Se tiver outra conotação, sou, naturalmente, impelido a indignar-me. A não aceitar tal retórica como sendo absoluta, universal, imutável.

A possibilidade de algo absoluto, universal, imutável assusta e preocupa. Bom, saindo do plano emocional, de natureza psicológica do termo “[...] não estão satisfeitos com eles mesmos [...]” e buscando referenciais na sociologia e na análise do discurso, será, então, possível compreender as implicações do enunciado extraído do artigo de 27/02/08. Implicações estas que resultam na concepção da não publicidade e da não universalidade do acesso à educação, como direito público subjetivo, uma vez que o Estado não dispõe de políticas (meios) para controlar (grifo meu) seu quadro de recursos humanos.

Agora, o grave na retórica do artigo em questão é a incorporação do discurso de um ex-governador de Mato Grosso (1992) que, diante da manifestação dos profissionais da educação para receber salários atrasados, afirmou que os profissionais da educação eram “mal-amados.” Esse jargão aparece como argumento no artigo publicado em 27/02/08 “[...] mal amado.” Coincidência? Infeliz retórica?

Diante do arrolado até agora, preocupa ainda mais o endeusamento da representação através do voto direto. Sou favorável à democracia representativa, quer seja de classe, quer seja nas estruturas em que “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido (CF. 1988. Parágrafo Único, art. 1º).” E por acreditar na democracia representativa e compreender-me enquanto classe, por princípio e prática social, digo que as “[...] políticas públicas de nosso Estado[...]” estão em constante disputa.

E nós, enquanto categoria, disputamos políticas públicas de bem-estar social, cultural, econômico, na medida em reivindicamos melhores salários, políticas permanentes de formação continuada, tecnologias educacionais, melhoria em infra-estrutura básica nas unidades escolares de Mato Grosso.

Sou classe. Tenho consciência de classe. E não será o chão em que piso que mudará a minha visão e minha concepção de classe. Se poder for, o exercerei para que a classe faça, de fato, a diferença no planejamento, na execução e na avaliação das ações e das políticas educacionais. Mais que isso, insistirei, mesmo que contra o Cosmo e os Deuses, que outras políticas públicas educacionais podem ser construídas, implantadas.

*Técnico em Gestão Educacional. Professor da Educação Básica. Consultor em Assuntos Educacionais