19 de julho de 2009

Filhos melhores para o Planeta


"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Concordas?

Um comentário:

  1. Amigo Dorjival,
    Encaminho para sua apreciacao um artigo. Caso seja de seu interesse e de acordo com a linha editorial de seu blog, ficarei lisonjeado se o amigo o publicar.
    Desculpe apenas pela acentuacao deficiente. Estou a passeio numa casa onde o teclado esta desconfigurado.
    Grande abraco,
    Renato Gama.

    Existe esperança para o conflito entre judeus e árabes?

    Encontro-me em viagem de férias no Rio de Janeiro, oportunidade quando sempre tenho contato com a cultura judaica. E não existe como falar em judaísmo brasileiro contemporâneo sem citar o rabino escritor e palestrante Nilton Bonder, autor de 18 livros, um dos quais foi adaptado ao teatro, atualmente em cartaz na capital fluminense.
    O ultimo titulo deste ícone da teologia brasileira chama-se Tirando os Sapatos: O caminho de Abraão, um caminho para o outro – Editora Rocco. Neste trabalho, o autor relata detalhes de uma viagem que realizou reproduzindo a trajetória do patriarca Abraão, tido como uma grande personagem de ambas as três religiões monoteístas, percorrido em companhia de um sheik islâmico e de um padre católico, alem de grande equipe de apoio, incluindo pesquisadores da Universidade de Harvard.
    Muito alem de uma mera descrição turística dos locais visitados, Bonder detalha sua viagem interna, que ele percorreu reproduzindo a viagem interior do patriarca. Neste intento, compara as crenças aos sapatos que nos servem para aliviar os sofrimentos da caminhada. Reconhece a importância destes calcados, mas adverte sobre os riscos de nos recusar a retirá-los de vez em quando para experimentarmos a sensação do solo per se, e tentar compreender o ponto de vista do outro, não apenas de forma diplomática, mas permitindo que a verdade do outro seja reconhecida como real, pelo menos para o dono da sua crida verdade.
    A proposta do escritor não consiste em questionar o valor dos sapatos, muito menos de dizer que precisamos usar os do outro. Antes disso, simplesmente mostrar que a fe não deve ser objeto de distanciamento entre as pessoas, da mesma forma que o sapato não deve tomar a importância do caminho a ser trilhado, sob o risco de nos transformarmos em idolatras de sapatos, esquecendo-nos do Deus que nos permite a graça de realizar a caminhada.
    O convite divino a Moises para retirar os sapatos, por estar em terra santa e a inspiração do autor, que considera igualmente sagrada a consciência do outro.
    Admite em entrevista televisionada (disponível no Youtube), que o desafio seja gigantesco. Acredita que a maioria de nos sempre vai preferir acreditar que o solo tem a temperatura, a maciez e o formato que nossos próprios sapatos produziram ao longo dos anos em contato com nossos pés. O resultado disso será a convicção intolerante de que estamos sempre corretos, e que os outros sempre errados. Que nossas crenças são sempre coerentes e que as do outro, equivocadas.
    Há quem diga que a solução do conflito entre judeus e árabes esteja no reconhecimento por Israel do Estado Palestino. Em suas afirmativas, no entanto, Bonder sugere que o caminho da paz seja o mesmo que foi percorrido por Abraão (ou Ibrahim para os muçulmanos), pai de duas famílias, que viajou para dentro de si mesmo e construiu uma historia de aceitação, de exemplo, de fe e renuncia dos próprios planos em preferência aos projetos divinos de altruísmo e paz.

    Renato Gama
    Medico e acadêmico de teologia

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