18 de julho de 2011

PARA REFLETIR: bambú amado

Era uma vez um maravilhoso jardim, situado bem no centro de um grande campo. O dono costumava passear pelo jardim. Um belo bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores do seu jardim. Ao seu olhar carinhoso, esse bambu crescia e se tornava cada vez mais formoso. Ele sabia que seu senhor o amava e que ele era sua alegria.

Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se do seu amado bambu e disse a ele: "Querido bambu, eu preciso de você".

O bambu estava feliz, parecia ter chegado a grande hora de sua vida.

Ele respondeu: "Meu senhor, estou pronto, faça de mim o que quiseres!".

"Bambu!" - a voz do senhor era grave - "bambu, só poderei usá-lo, se eu o podar".

"Podar?" a mim, senhor?! Por favor, não faças isso! Preserve a minha bela figura. Tu vês como todos me admiram, me elogiam!

No jardim tudo ficou silencioso. O vento segurou a respiração. Finalmente o lindo bambu se inclinou e sussurrou: "Senhor, se não podes usar sem podar-me... então, faça comigo o que quiseres!"

"Meu querido bambu"- tornou o senhor - "devo também cortar as suas folhas!"

"Ó senhor, se me amas, preserva-me de tal mal!! Podes destruir minha beleza, mas, por favor , deixa as minhas folhas!". "Não o posso usar se não arrancar-lhe as folhas".

O senhor desfolhou o bambu... decepou os seus galhos...depois, levou-o para o meio do campo a uma fonte onde jorrava água fresca. Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte e a outra ele levou para o campo. E a fonte cantou as boas-vindas.

As águas cristalinas precipitaram-se alegres pelo corpo dilacerado do bambu, correram sobre os campos tórridos e árido... Ali plantou-se o trigo, o arroz, o milho, rosas... e outras flores das mais variadas espécies e cores.

A sementeira brotou, cresceu e veio o tempo da colheita... farta e abundante.

Assim, o maravilhoso e esbelto bambu no seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa bênção especial. No seu despojamento, ele se tornou o canal do qual o senhor se serviu para tornar fecundas as suas terras... e muitos, muitos passaram a viver do pródigo tronco do bambu amado.

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