27 de novembro de 2014

ARTIGO: A sexualidade na escola

Por Deisi Micheli Bauer

A sexualidade é um tema pouco abordado nas escolas e até mesmo em sala de aula, talvez pelo fato de a maioria de nós docentes sermos despreparados para falarmos sobre este assunto, de como abordar o tema e criar uma discussão com nossos alunos.
A mais elevada obra da educação não é meramente comunicar conhecimentos, mas aquela vitalizante energia recebida mediante contato de espírito com espírito, de alma com alma. Somente vidas gera vida. (White, 2014)
            O fato é que falhamos, pois, quantas de nossas alunas são mães prematuramente? Ou quantos de nossos alunos em geral começam sua vida sexual precocemente, sem instrução adequada. Suas dúvidas muitas vezes serão sanadas nas ruas, com pessoas que se aproveitam dessa fragilidade e imaturidade, muitas vezes criando traumas e gerando adultos confusos sobre si mesmos. Talvez se esse assunto fosse mais bem discutido, nossas crianças não seriam na maioria das vezes vítimas, e este índice poderia ser reduzido.
  Como sabemos, a escola não é o único espaço de aprendizagem com o qual convivemos. Para além dos muros da escola, aprendemos com experiências da vida, com a convivência e as relações de troca que estabelecemos com os outros. (Micbaliszyn, 2008)

De acordo Micbaliszyn (2008), a escola e as relações estabelecidas entre os sujeitos que nela interagem (professores e alunos), constituem-se, portanto, espaço de criação e, ao mesmo tempo, de troca de experiências. Por este pensamento, acredito que o primeiro passo seria realmente conhecer o histórico de vida de cada um e através do diálogo buscar a confiança de todos.
Podemos usar como ferramenta para abordagem deste assunto a mídia que sempre nos traz as notícias de algum fato ocorrido ou ainda as redes sociais que eles tanto conhecem, pois sabemos que muitas vezes as aliciações começam por meio delas. Devemos instruí-los de forma que possam reconhecer e se afastar de pessoas ou coisas que não são apropriadas a eles, ou a sua idade.
De acordo com White (2014), muitos jovens saem das instituições de ensino, sem nenhum conhecimento da vida prática e pouca energia para cumprir seus deveres, com a moral degradada e as faculdades físicas debilitadas.
A educação fundamental da juventude geralmente lhes molda o caráter para toda a vida. Os que lidam com os jovens devem ter muito cuidado para evocar as qualidades mentais, a fim de que melhor saibam como dirigir-lhes as faculdades, de modo que sejam exercidas para seu maior bem. (White, 2014)
Talvez seja por sermos falhos quanto a orientação necessária as nossas crianças e jovens, que a cada passo, aumenta o índice de pessoas confusas sobre suas escolhas, às vezes infelizes e frustradas por suas preferencias.
Levando em consideração que a sexualidade é um assunto amplo e complexo, acredito que cada um de nós docentes ou não deveríamos estar mais bem preparados para lidar com as diversas situações, pois em nosso meio encontramos pessoas de todos os tipos e gêneros, para que cada um nós possa se sentir livre e respeitado para produzir nossas escolhas seja sexuais, religiosas, amorosos e/ou políticas. (Micbaliszyn,2008)


Bibliografia

MICBALISZYN, M. S. Educação e diversidade. Curitiba. Editora: Ibpex, 2008
WHITE, E. G. Mente, Caráter e Personalidade. Vol. 1. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2014.


SOBRE A AUTORA:
Nome: Deisi Micheli Bauer
Rua Concórdia, 1178, JD. Bela Vista
Cidade: Sorriso/MT
Formação: Licenciatura Plena em Matemática
Fone: 66 9651-5566



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