1 de maio de 2015

Dilma rompe tradição de 13 anos, não faz pronunciamento na TV; governo fragilizado

Dilma Rousseff deu mais uma demonstração de fragilidade do seu governo. Com temor de enfrentar protestos e reações, como os panelaços em repúdio ao governo que marcaram o seu discurso no Dia da Mulher, em 8 de março, a presidente preferiu não fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV neste feriado do Dia do Trabalho.
Apenas gravou vídeos e os publicou nas redes sociais. Em um deles, exalta a política de valorização do salário mínimo. Em outro, sobre a discussão de mão de obra, reitera ser contra a terceirização da atividade-fim. Dilma sabe que está acuada. Mesmo assim, romper uma tradição de 13 anos, iniciada por Lula em 2003, demonstra a tamanha fraqueza do governo do petismo. Não tem nada de feitos a mostrar, especialmente voltados ao trabalhador? Seria melhor, então, jogar a toalha!
A presidente passou a ser criticada não apenas pela oposição, mas também pelos aliados, incluindo líderes do PMDB e entidades sindicais. Para quem comanda o país, esta data de 1º de maio deveria ser especial até para, estrategicamente, anunciar grandes projetos e destacar ações importantes. Exemplos disso do passado não faltam.
Em 1940, Getúlio Vargas aproveitou o Dia do Trabalhador para anunciar a criação do salário mínimo. José Sarney, em 1986, regulamentou o seguro-desemprego (criado pelo decreto 2.284 de fevereiro daquele ano). Lula, em seus oito anos de governo, fez discursos sociais pedindo otimismo aos brasileiros, promessas para a área econômica e ainda prestou homenagens aos trabalhadores.
E Dilma? Segue reclusa no Palácio do Planalto. Paga caro pelo carimbo de governo dos escândalos e da corrupção e por ter ajudado a quebrar o Brasil. Se ela sai às ruas, corre risco de ser vaiada. Se aparece na telinha, pode instigar reação popular e ficar traumatizada pelo som das panelas. O jeito, então, é recorrer às redes sociais e tapar os ouvidos para não escutar as vozes das ruas. Por Romilson Dourado


Veja vídeos com discurso da presidente Dilma neste Dia do Trabalhador

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