26 de novembro de 2012

Construção da horta escolar, Inclusão sem exclusão


Altair Ribeiro de Oliveira

Graduado em licenciatura plena em matemática pela universidade de Várzea Grande-UNIVAG, no ano de 2007. Com experiências como educador, desde 2003.

RESUMO:

Este artigo focaliza as ações do projeto horta pedagógica, desenvolvido na escola Estadual Antonio Casagrande. Este trabalho tem a função de mostrar a inclusão social do educando de forma Transdisciplinar, levando-o a perceber os diversos conhecimentos do currículo presente no projeto horta pedagógica.
 

PALAVRAS-CHAVE: Educação. Horta escolar. Transdisciplinaridade.


As experiências vivenciadas neste projeto da Horta escolar, objetivamos um grande envolvimento de toda comunidade escolar, dentre eles alunos, professores, coordenadores e direção. Este projeto tem contribuído para uma reeducação alimentar e ambiental, principalmente na aplicação dos conceitos das disciplinas inseridas no processo ensino aprendizagem.  Conforme Veloso (2008):


O Projeto "Educando com a Horta Escolar" parte do entendimento de que, por meio da promoção da ação escolar e de uma educação integral dos educando, é possível gerar mudanças na cultura da comunidade no que se refere à alimentação, à nutrição, à saúde e à qualidade de vida de todos, sobretudo, tendo a horta escolar como o eixo gerador de tais mudanças. Nesse entendimento, a horta na escola é uma estratégia viva, capaz de:

•Promover estudos, pesquisas, debates e atividades sobre as questões ambiental, alimentar e nutricional;

•Estimular o trabalho pedagógico dinâmico, participativo, prazeroso, inter e transdisciplinar;

•Proporcionar descobertas;                                                        

•Gerar aprendizagens múltiplas;

•Integrar os diversos profissionais da escola por meio de temas relacionados com a educação ambiental, alimentar e nutricional. (VELOSO, 2008, p.9
 
 
Na matemática, por exemplo, nos apropriamos dos conceitos de escalas, planta baixa, áreas, perímetros, volume dos canteiros, lucro médio dos produtos, instigando-os a utilizá-la com uma fonte de renda extra ou como fonte de própria subsistência.

Reconhecer a interdependência dos diversos elementos que compõem a realidade e que a apreensão desse todo implica uma comunicação profunda entre os diversos saberes – científico (e suas várias áreas), cultural e vivencial das pessoas – é a base conceitual para tratarmos da transversalidade da temática ambiental. Estamos falando, então, em aprender sobre a realidade e com base na realidade, ou seja, sobre as questões da vida cotidiana, sobre como o conhecimento ilumina a realidade de sentido.

Com esse trabalho, os educandos se sentiram mais responsáveis e incluídos no processo de ensino e no meio social. Diante desse contexto, citamos como exemplo o educando Leandro Sampaio Ribeiro de 16 anos, aluno da 1°ano do 2° segmento do CEJA Antonio Casagrande.

Aluno este que esteve sob as responsabilidades da casa do adolescente em Tangará da Serra- MT. Este educando, motivado pela proposta do projeto e por seu professor Altair Ribeiro de Oliveira, resolveu cultivar uma pequena horta em sua residência.

O mesmo comenta que:

“O projeto Horta pedagógica da Escola CEJA Antonio Casagrande me despertou o interesse no plantio de algumas hortaliças na casa do adolescente, onde eu residia. Esta pequena horta que cultivei, contribuiu para o enriquecimento alimentar na casa do adolescente. Agora, retornando a casa de meus pais, pretendo plantar as hortaliças no quintal da minha casa, onde posso ter acesso a verduras e legumes de minha própria produção”.

 

“Horta se parece com filho. Vai acontecendo aos poucos, a gente vai se alegrando a cada momento, cada momento é hora de colheita. Tanto o filho quanto a horta nascem de semeaduras. Semente, sêmen: a coisinha é colocada dentro, seja da mãe/mulher, seja da mãe/terra, e a gente fica esperando, pra ver se o milagre ocorreu, se a vida aconteceu. E quando germina - seja criança, seja planta - é uma sensação de euforia, de fertilidade, de vitalidade. Tenho vida dentro de mim! E a gente se sente um semideus, pelo poder de gerar, pela capacidade de despertar o cio da terra.” (ALVES, 1995)

 

O trabalho pedagógico orienta-se pela adoção dos princípios da sustentabilidade, desde sua origem, em 1995, como pólo irradiador de práticas de educação ambiental.

Do ponto de vista pedagógico, as ações educativas têm por base a adoção de princípios, curricular, possibilita ao educando conhecimentos teórico e prático fundamentais para a interação com o seu meio de forma lúdica e prática bem como favorece ao professor tecer teias curriculares no fazer pedagógico, subsidiando o entrelaçar das áreas do conhecimento em como fortificar o elo escola e comunidade.

O projeto objetiva oportunizar a construção do conhecimento articulando currículo formal e educação ambiental, contribuindo assim para a reeducação alimentar.

São realizadas atividades como: construção da horta com o auxílio dos educandos e educadores, criando um novo espaço de ensino por meio das oficinas pedagógicas oferecidas no CEJA Antonio Casagrande explorando as oficinas para efetivar essa prática. Essas atividades são amplamente discutidas em sala de aula através de debates e articulação de discussões dos conteúdos curriculares.

As práticas educativas realizadas na horta do conhecimento da Escola Bosque são constitutivas de uma nova racionalidade para as ações de educação ambiental, superando antigas e cristalizadas concepções de separação entre teoria e prática bem como visões ecológico-preservacionistas de educação ambiental, que insistem em apresentá-la como unicamente vinculada a uma lógica naturalista desprovida de preocupações com outros aspectos da vida humana.

 
Bibliografia

 

ALVES, Rubens. O quarto do mistério. Campinas: Editora Papirus, 1995.

 
VELOSO, Najla  Sampaio Barbosa. Alimentação e Nutrição Caminhos para uma vida Saudável. 2° Ed. Brasília.  2008.

 

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