21 de fevereiro de 2015

Taques recebe transportadores e manda Sefaz criar grupo de trabalho

O governador Pedro Taques (PDT) se reuniu, na tarde desta sexta (20), com representantes dos caminhoneiros que bloqueiam, há dois dias, quatro trechos da BR-163 em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso, Sinop e outros municípios.

Para atender as reivindicações da categoria, o chefe do Executivo determinou ao secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, a criação de grupo de trabalho, com a participação de representantes do Sindmat (Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso) e ATC (Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso), para avaliar a redução da alíquota de ICMS sobre o óleo diesel, de 17% para 12%, com objetivo de reduzir o custo do frete. Não existe prazo para conclusão do estudo, mas os trabalhos devem iniciar já na próxima segunda (23).


Os transportadores de cargas ainda reivindicam a proibição por parte do governo estadual da comercialização de frete por parte das Tradings e Agenciadores de Cargas com valores abaixo da lista de preços mínimos de fretes, instituída pela Sefaz através da Portaria 244/2014, sob pena dos mesmos perderem os seus incentivos fiscais junto ao Estado e terem suas respectivas inscrições estaduais suspensas. Em âmbito nacional, ainda exigem a sanção da presidente Dilma Rousseff (PT) sem vetos do Projeto de Lei nº 4246/2012, que regulamenta a profissão de motoristas e disciplina a jornada de trabalho.

Após a reunião, Taques deixou o auditório Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, sem falar com os jornalistas que cobriam as negociações. Nenhum representante do Executivo se manifestou oficialmente sobre a pauta de reivindicações dos transportadores de cargas.


Já o presidente do Sindmat, Eleus Vieira de Amorim, declarou que o governador sinalizou positivamente ao determinar a criação do grupo de trabalho. Entretanto, admitiu que as reivindicações da categoria não deverão ser atendidas em curto prazo. “Quero deixar claro que as manifestações são independentes e não estão sendo conduzidas pelas entidades sindicais. O movimento está crescendo e ganhando adesão em outros Estados. A mobilização vai prosseguir até que sejamos atendidos”

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