31 de março de 2015

PSB formaliza convite a Taques para se filiar e pôr fim a desconforto no PDT; Zeca deve liderar oposição

 Ronaldo Pacheco
Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto
PSB formaliza convite a Taques para se filiar e pôr fim a desconforto no PDT; Zeca deve liderar oposição
Depois de muito diz-que-diz nos últimos dias, o presidente regional do PSB, prefeito Mauro Mendes, de Cuiabá, com dirigentes da Executiva Nacional, finalmente devem se reunir com o governador Pedro Taques (PDT), em almoço no Palácio Paiaguás, nesta quarta-feira (1), para formalizar o convite de ingresso na legenda socialista. Os dirigentes de Mato Grosso chegam até Taques com aval da Executiva Nacional do PSB e perspectiva de “um projeto maior”, para o futuro.

A versão oficial é de que o tema central do encontro é a parceria para a construção do novo Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, além de investimentos pontuais, como Parques das Águas e pavimentação urbana. Todavia, a maioria do PSB crê na formalização do convite.

Além do PSB, o governador teria convite de mais seis partidos, entre os quais o PSDB e o PPS, que participaram de sua aliança na disputa vitoriosa pelo governo de Mato Grosso, no ano passado. Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia (PSB) já haviam convidado Taques em outras ocasiões, mas é a primeira vez que contam com a participação direta dos cardeais socialistas de Brasília.

Pedro Taques enfrenta críticas internas no partido de Leonel Brizola, puxadas justamente pelo deputado Zeca Viana, presidente da Executiva Regional do PDT. Desde a disputa da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em 1 de fevereiro, Zeca não tem poupado críticas ao governador.

Durante algum tempo, o PDT tratou como improvável a desfiliação do seu principal correligionário mato-grossense. Todavia, desta vez, o caso foi levado por Viana para avaliação do Diretório Nacional.

Numa das poucas respostas públicas sobre o embate, Taques disse que jamais abriu a boca para criticar o presidente regional do PDT. “Não quero todo mundo concordando comigo. Isso é autoritarismo. Não é pelo fato de ser do PDT que você é obrigado a concordar. Cada um fala o que quer. Hoje sou governador de todos os mato-grossenses. Não sou governador do PDT”, em recente entrevista para a reportagem do Olhar Direto.

Fiel escudeiro do governador, o secretário Paulo Taques, chefe da Casa Civil, adotou postura idêntica. “Não entendemos que haja uma crise no PDT. Entendemos que isso é uma coisa que não pode afetar o andamento do governo”, declarou Paulo Taques, recentemente.
 
Rusga histórica

Além dos desentendimentos recentes com Zeca Viana, Pedro Taques trava batalhas árduas com a Executiva Nacional do PDT, desde que assumiu o mandato de senador, em 2011. Com o presidente Carlos Luppi, sempre viveu às turras.

Mesmo sendo novo em política, sua postura independente há tempos provoca atritos no PDT, que apóia o governo Dilma Rousseff, mas jamais contou com o voto de Taques, no Congresso. Como senador da República eleito em 2010, Pedro Taques sempre foi crítico ácido do governo.

Desta forma, sua independência e intolerância com a corrupção,  tornaram sua convivência com Luppi e outros dirigentes do PDT numa autêntica guerra. O PDT sempre esteve na base aliada da presidenta Dilma Rousseff (PT) e Taques dava voz à oposição. No ano passado, Taques apoiou Aécio Neves para a Presidência da República, embora o PDT fizesse parte da base aliada.

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